26 dezembro 2009

BOAS FESTAS !!!

16 dezembro 2009

Invenções diabólicas, por Élio Pereira

O livro que eu escolhi para ler foi “Invenções Diabólicas” da Ciência Horrível. Escolhi este livro por causa do título, quando li “Invenções Diabólicas” achei logo que o livro iria ser interessante e muito engraçado.

Este livro fala-nos um pouco de algumas descobertas e engenhocas que os cientistas foram criando e aperfeiçoando ao longo do tempo. Os temas que eu mais gostei deste livro foram os submarinos afundados, carros marados e invenções exterminadoras.

Eu gostei muito deste livro e achei-o muito engraçado mesmo, nunca me tinha rido tanto com um livro como me ri com este, achei também um livro muito bom para os meus colegas lerem.

Élder Fernando Pereira 11ºG Nº 6

14 dezembro 2009

A quadratura do círculo


Num livro da Biblioteca, Poesia completa de Natália Correia (Dom Quixote, pp. 320-321), encontro este texto:

"O quarto é o homem elevado ao quadrado da desocultação. Por isso o quarto é quadrado. É a quadratura do círculo da nossa vida no algures exasperante de uma cor informulada. O quarto é o sítio onde nos tornamos visíveis, onde, por contradição, encontramos um corpo para que, estendidos a todo o seu comprimento, nos incendeie a loucura de não cabermos nele. O quarto somos nós mesmos a escorrer entre os nossos dedos numa água de horas ainda vivas."

12 dezembro 2009

Concurso 'Documentário Científico 2010

Sabias que:

- A resistência aos pesticidas, aos herbicidas e aos antibióticos que é desenvolvida por diferentes seres vivos constituem exemplos de micro-evolução por selecção natural?

- É possível observar alguns destes casos em laboratório?

É esse o desafio que o Ciência Viva propõe:

Com base na actividade experimental "Evolução da resistência da bactéria Escherichia coli aos antibióticos", propõem às escolas que realizem a actividade experimental proposta e elaborem um documentário científico, na forma escrita ou de vídeo.

A Ciência Viva conta com o apoio científico do Centro de Ciências do Mar, da Universidade do Algarve.

Este desafio destina-se aos alunos do ensino secundário.

o Actividade experimental - Evolução da resistência da bactéria Escherichia coli aos antibióticos

o Produto Final: documentário científico

o Regulamento do concurso

o Cartaz de divulgação

o Datas importantes

24 de Novembro - lançamento do desafio; abertura das inscrições

18 de Dezembro - data limite para inscrições

início de Janeiro - entrega do material biológico

8 Fevereiro - entrega on-line dos documentários científicos

12 Fevereiro (data de aniversário de Charles Darwin) - evento de apresentação dos documentários

o Ficha de inscrição - a preencher pelo professor coordenador

Nota: A participação no Desafio está condicionada ao stock biológico disponível.

o Fórum de discussão (apoio ao desafio

in http://www.darwin2009.pt/escola/desafios/bacteria/


Kazuo Ishiguro


in http://www.google.pt/search?client=firefox-a&rls=org.mozilla...

Kazuo Ishiguro é um autor de duas culturas: oriental e ocidental. Nasceu no Japão, em Nagasaki (8 de Novembro de 1954), cresceu em Inglaterra para onde foi viver com os seus pais aos seis anos de idade. Tal como Paolo Giordiano, autor de A solidão dos números primos (livro do mês de Outubro), sonhava em ser músico, área onde não obteve grande reconhecimento. Ambos frequentaram cursos de escrita criativa antes de editarem a sua primeira obra. Ishiguro começa a escrever a tempo inteiro em 1982 e, logo após a publicação do seu primeiro livro, começa a ser considerado pela crítica. Já recebeu vários prémios literários, entre o quais o prestigiado Booker Prize. A obra de Ishiguro encontra-se traduzida em mais de 28 países.

Rali solar


O concurso Rali Solar visa contribuir para o desenvolvimento da cultura científica e empreendedorismo dos jovens na área do aproveitamento da energia solar através da realização de actividades experimentais. A iniciativa surge na sequência do concurso solar Padre Himalaya, que promoveu o uso das energias renováveis em contexto escolar, com a participação de centenas de alunos e professores nas três edições do concurso.

O concurso propõe um conjunto de desafios para a apresentação de protótipos na área da energia solar que envolvam a conversão fotovoltaica, o aproveitamento térmico ou a produção de biocombustíveis.

Mais informações no sítio do Ciência viva - http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2460426042016132487

Ensino Básico (2º e 3ºciclos) e Ensino Secundário e Profissional
Inscrições até 30 de Dezembro

07 dezembro 2009

Tarefa de Dezembro

Para o livro do mês de Dezembro Nunca me deixes, de Kazuo Ishiguro, propomos-te a seguinte tarefa:

Imagina que a Miss Lucy, dois dias antes de deixar Hailsham, escreve uma carta a um amigo. Nessa carta, a tutora refere as suas vivências na escola dos dadores e reflecte sobre o sentido das vidas destes alunos (Ruth, Tomas, Kathy,...) e sobre a legitimidade ética da sua condição de dadores.

Nota: a carta deve ter entre 300 e 500 palavras e deve estar escrita na 1ª pessoa.

Pontuação: os trabalhos serão pontuados numa escala de 1 a 100, de acordo com os seguintes critérios:

- Adequação do trabalho ao modelo proposto e correcção linguística (30 pontos);

- Coerência entre o conteúdo da carta e a narrativa de Kazui Ishiguro (35 pontos);

- Qualidade e profundidade da reflexão sobre as questões éticas que se colocam à personagem redactora da carta (35 pontos)


Esclarecimento

A pedido de vários alunos, venho aqui esclarecer que se podem inscrever no concurso durante o ano, ou seja, se ainda não se inscreveram podem ainda fazê-lo. Amontoam é as tarefas, mas as férias do Natal vêm aí, para se poderem dedicar às duas culturas, isto é, ao lazer informado (e que dá prémios...).

Inteligência emocional

Sabendo bem que posso ficar mal vista (pecha dos tempos modernos, a de "psicologizar" tudo), não resisto a sublinhar uma das características que mais me agradou na protagonista de Nunca me deixes: é que ela tem (como a personagem feminina de outro livro maravilhoso de Ishiguro, Os despojos do dia) um elevado grau de inteligência emocional. A forma como ela lida com Ruth, por exemplo, é notável.

Mandalas II

Talvez me desculpem o equívoco do "post" anterior, se aqui deixar um poema da Adélia Prado (cuja concepção de mandala anda mais perto da minha)...

Mandala

Minha ficção maior é Jonathan,
mas como é poética, existe
e porque existe me mata
e me faz renascer a cada ciclo
de paixão e de sonho


Mandala, sim: círculo mágico (de amor)

Mandalas I

A professora Ana Margarida Dias perguntou-me se não ia escrever sobre mandalas. «Mandalas?!», perguntei, sem ver a ligação. Eu, que já fiz - pasme-se! - uma formação sobre a utilização de mandalas nas aulas de língua estrangeira...

Como sempre, foi o Houaiss que me elucidou: eu pensava na sua acepção, posterior, psicanalítica, de "círculo mágico que representa simbolicamente a luta pela unidade total do eu", e a Ana Margarida pensava, na sequência dos sangaku japoneses, na acepção de "diagrama composto por formas geométricas concêntricas, utilizado no hinduísmo, no budismo, nas práticas psicofísicas da ioga e no tantrismo como ponto de vista religioso, (...) considerado uma representaçãodo ser humano e do universo."
Matemática mística, em suma. Está tudo ligado.


in http://1.bp.blogspot.com/_yT0Jgsvm31Q/SQhJZb-50cI/AAAAAAAAAag/u4c8-3BpWMU/s400/mandala2_small.gif


Confissão

Eu, preconceituosa, me confesso: não li há mais tempo o livro do mês porque o título me pareceu muito "lamechas".

Quando o livro saiu, pensei que era um livro romântico, mais um. E não estava para isso. Quando, finalmente, me deixei de preconceitos, e o li, verifiquei que se tratava apenas do nome de uma canção de que se fala na obra, mais nada.

Mais uma lição de vida: não julgues os livros pelos títulos...

05 dezembro 2009

Nunca me deixes - livro do mês de dezembro (1)

Nunca me deixes, de Kazuo Ishiguro, é o livro do mês de Dezembro.
O que dizem as críticas sobre o livro?

Helena Vasconcelos, no sítio leitur@gulbenkian, cuja consulta recomendamos vivamente, faz, na rubrica Rol de Livros, a recensão crítica deste livro:

[...] “Nunca Me Deixes” está dividido em três partes que correspondem a três estágios da vida: a infância, a adolescência e a idade adulta. À superfície, a história pode ser lida como uma sucessão de acontecimentos que fazem parte de existências comuns, e Ishiguro tece laboriosamente a teia de acontecimentos banais – demasiado banais, aliás – para marcar, no leitor, essa aparente “normalidade”: as amizades de infância, as relações afectivas com professores mais carismáticos, a insegurança da juventude e, mais tarde, a dureza do mundo do trabalho e das responsabilidades. Mas desde o início que se sabe que algo subterrâneo e sinistro ensombra a vida das personagens.
[...]
“Nunca me Deixes”, para além de um “romance profundamente comovedor” – como se lê na contracapa – é, sim, uma espécie de aviso cruel e uma crítica violenta à falta de ética na pesquisa científica, à pressão de potentados económicos e, até, a sistemas de ensino elitistas e castradores. No final do livro, fica-se com uma imagem de uma sociedade decadente, inundada de “lixo” e condenada pela sua própria arrogância.
[...]
“Nunca me Deixes” é um livro importante que chama a atenção para os dilemas da existência, para o universo dos afectos, para os dramas do conhecimento, para disciplinas tão estreitamente ligadas como a ética e a ciência. É, ainda, uma obra que poderá funcionar magnificamente se transposta para o cinema. E certamente, se tal acontecer, o filme será classificado como de “terror”.

02 dezembro 2009

Ando a ouvir coisas… (ou não)

Conheci alguém que dizia que enquanto fosse ele a falar com Deus, menos-mal. Agora quando era Deus a falar com ele, aí é que andava tudo às avessas. De vozes não sei nada mas descobri que existe um som que nenhum adulto consegue ouvir. O ouvido humano é capaz de ouvir sons numa faixa de frequências entre 20Hz e 18kHz (18000Hz), mas só os jovens conseguem distinguir os sons com frequências entre 14kHz e 18kHz. A perda gradual de audição que ocorre à medida que as pessoas envelhecem - presbiacusia - é responsável por este facto. Em especial a frequência de 17,4 kHz só pode ser ouvida por pessoas com menos de 25 anos.
Podes experimentar com os teus pais ou outros adultos mais velhos:


Howard Stapleton criou, em 2005, um aparelho electrónico que emite um som nesta frequência. “The Mosquito”, foi assim como passou a ser conhecido, é utilizado em paragens de autocarro e superfícies comerciais para afastar os adolescentes e reduzir os actos de vandalismo provocados por estes. E se fosse em Portugal? Eras a favor ou contra? Ou talvez tenhas outra ideia para o uso do "Mosquito"!
Já agora fica também a saber que o aparelho ganhou o Ig Nobel da Paz em 2006.

01 dezembro 2009

Deixem passar o homem invisível

Em mimetismo com o meio ambiente - chove e venta todos os dias - comprámos, para a biblioteca, o mais recente livro de Rui Cardoso Martins Deixem passar o homem invisível que se inicia assim:
O céu devia estar cheio de rezas e choros, porque nessa tarde condensou a água de repente e choveu tudo duma vez. Fez-se escuro como a pele dum rato e, minutos depois, largou o peso na terra.




Rui Cardoso Martins (nasceu em 1967) tem um invejável currículo como escritor, jornalista e argumentista. Esteve na génese de muitos projectos culturais renomeados: jornalista desde o início do Público, fundador das Produções Fictícias, co-criador e autor da Contra-informação e de outros programas como a Conversa da Treta e Herman Enciclopédia. Também tem contos seus publicados em revista como a Ficções e Egoísta. Na área do cinema é autor do argumento e do guião do filme Zona J e co-autor da longa-metragem Duas Mulheres.

Artigo do Ipsilon

A Guerra dos Mundos, pelos Simpsons

Em vários episódios dos Simpsons são feitas alusões à "Guerra das Estrelas". Num deles, "Treehouse of Horror XVII”, programa especial do dia das bruxas transmitido a 5 de Novembro de 2006, contém um subepisódio intitulado “O dia em que a Terra pareceu Estúpida”, que decorre durante a grande depressão (1938) em Springfield. Baseado em Orson Wells, são, satiricamente, feitas várias críticas à guerra do Iraque.

Para mais informação consulte o artigo da Wikipedia “Treehouse of Horror XVII” (versão portuguesa).


30 novembro 2009

"Os ecos distantes de uma Matemática - e Arte - quase perdidas"

O artigo de Jorge Buescu na revista Ingenium de Setembro/Outubro de 2009 espraia-se na demonstração de que o Japão, também no que diz respeito à Matemática, é um lugar estranho, pois, até à chegada dos portugueses em 1543, aquela desenvolveu-se autonomamente. Curiosamente, ela constituía uma "ocupação nobre das classes educadas, a par da arte, da literatura (que tem um dos seus expoentes máximos nos haiku de Basho, no século XVII), da música ou da arte do chá. Era normal um samurai, membro da nobreza militar feudal, repartir o seu tempo em períodos de paz por estas actividades. A classe culta no Japão era constituída por uma espécie de homens do renascimento."

http://www.princeton.edu/main/images/news/2006/06/sangaku-020-i1.jpg ; http://www.squaring.net/history_theory/gfx/gokoumiya1.jpeg ; http://komal.cs.elte.hu/cikkek/sangaku/sangaku2.jpg

Hoje pouco resta da Matemática tradicional japonesa, à excepção de "quadros expostos em templos e santuários, os Sangaku, que, de uma forma artística, colocam e dão a solução de delicados problemas matemáticos". Apesar da forte componente artística, a matemática tinha também as aplicações práticas usuais: em pequenas escolas rurais, tuteladas pelos samurais, os camponeses aprendiam aritmética e geometria, para que "soubessem calcular as áreas dos terrenos e os impostos a pagar".

E pronto: o respeito pelos textos alheios impede-me de reproduzir este na íntegra. Consultem-no no painel exterior da Biblioteca. Vale mesmo a pena!

N.B. O artigo remete para a consulta do sítio electrónico www.ludicum.org/

Leituras em lugares estranhos


A literatura de quarto de banho já deu origem a um extenso manancial de textos, pelo que não me alongarei por esse tema, assaz interessante.
Em todo o caso, foi de visita a um quarto de banho da família que deparei com o número 113 da revista Ingenium e com uma crónica de Jorge Buescu, professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, intitulado "Sangaku: a matemática sacra".

Apetecia-me transcrevê-la na íntegra, mas, devidamente advertida por um amigo para os perigos de o fazer, deixo-vos aqui apenas um aperitivo. Poderão ler o resto do artigo no expositor da Biblioteca.

«Como será a Matemática num planeta estranho? Se se fizer esta pergunta a um matemático profissional, a sua resposta será provavelmente que é muito semelhante à nossa. A notação utilizada é certamente diferente, haverá algumas áreas científicas mais desenvolvidas e outras menos, mas uma coisa é certa: a Matemática não pode ser diferente noutro planeta. A Matemática tem uma natureza universal que é inescapável.
Os seres extraterrestres podem ter seis dedos em vez de cinco, podem ter uma bioquímica completamente diferente da nossa, podem orbitar um sol que emita fora do espectro visível e ter órgãos de visão sensíveis a infra-vermelhos ou ultravioletas. Mas por muito que difiram de nós, de uma coisa podemos estar certos: a sua Matemática é a nossa Matemática. Podem utilizar outro símbolo para designar pi, mas o seu valor, os factos de ser um número irracional, e mesmo transcendente, são absolutos e independentes da natureza destes seres. Na verdade, dirá um verdadeiro matemático, estes factos são verdades objectivas, absolutas e independentes da existência ou não de qualquer tipo de seres no Universo. Um verdadeiro matemático é, portanto, um platónico puro.

No entanto, mesmo o mais puro dos matemáticos não deixa de fantasiar secretamente sobre que aspecto poderia ter uma Matemática que tivesse sido desenvolvida de forma completamente ind ependente da que conhecemos, desenvolvida sobretudo no Ocidente a partir da revolução de Newton e Leibniz no século XVII. É claro que é uma especulação fútil, pensará o matemático puro: a Matemática "ocidental" foi tão bem sucedida na descrição do mundo natural que se espalhou e se impôs por todo o mundo.

Todo? Não! Como acontecia com a pequena ideia gaulesa de Astérix, houve um (não muito pequeno) território que resistiu, literalmente, ao invasor: o Japão.»
Ora aqui está um artigo interessante, bem escrito - e que prova que os professores universitários também lêem Astérix...


23 novembro 2009

Aos teclados, meus senhores!



Falávamos há pouco de H.G. Wells, um dos mais conhecidos autores de ficção científica, ou antecipação, ou como lhe quiserem chamar (não serei eu a enveredar por esses caminhos, tão flutuantes, da terminologia), e, nem de propósito, a professora Isabel Costa envia-nos a referência de um concurso lançado pelo Ciência Viva aos alunos do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, os quais deverão, individual ou colectivamente, escrever um conto de ficção científica, com uma extensão de 3000 a 10000 caracteres. Para concorrer, é necesssário submeter a candidatura electrónica até ao dia 31 de Maio de 2010.

Já agora, leiam "A rapariga do poço da morte" e vejam como fazer uma transposição de conteúdos científicos noutro suporte - neste caso, banda desenhada. É uma questão de começar...

"A rapariga do poço da morte"


O texto de Eduardo Jorge Madureira surgiu a partir da publicação, em 2003, da banda desenhada A rapariga do poço da morte de Arlindo Fagundes, um artista que vive bem pertinho de nós.

Este álbum, como depreendem do texto do Público, tem tudo a ver connosco: porque alia as duas culturas; porque se passa nesta área geográfica; porque nós gostamos muito de banda desenhada; e porque a página nove... a página nove, em particular, é muito engraçada.

Banco Português de Germoplasma Vegetal

O texto que se segue gerou alguns equívocos. Mas, atendendo a que não há publicidade má e que só uma leitura (extremamente) apressada poderia deixar dúvidas, eles terão sido rapidamente sanados e o Banco de Germoplasma passou a ser conhecido por um público muito mais vasto.

«Pitanga e o Banco de Germoplasma» (Eduardo Jorge Madureira)

"A generalidade dos minhotos quase certamente ignorará que o Banco Português de Germoplasma Vegetal se localiza no concelho de Braga. E mais certamente ainda não fará ideia do que é e para que serve um tal Banco. A ajuda de algum biólogo ou de algum técnico do Ministério da Agricultura revela-se pois preciosa para se saber o básico: um Banco de Germoplasma é o sítio onde se guardam os recursos genéticos de diversas espécies e que se preserva germoplasma armazenando sementes.

A existência de uma possível relação entre o Banco de Germoplasma e a primeira tentativa de assassinato de Pitanga, barbeiro a domicílio, foi admitida por Armando. "Que asneira é que tu fizeste?", quis saber Armando. "Nenhuma! A asneira foi ter descoberto milho com cinco metros de altura!, respondeu Pitanga. A conversa telefónica prosseguiu e Armando colocou duas hipóteses: "Pode ser apenas um gang. Mas também pode haver uma multinacional por trás". Pitanga, que tinha sido encerrado dentro de um caixão onde morreria por asfixia se não tivesse aparecido um tipo conhecido como "o ligeiro" a libertá-lo, espantou-se: "Mas, em Braga? Uma funerária a abarrotar de caixões com milho geneticamente modificado?...". "Pode não ser coincidência, Pitanga. O Banco Português de Germoplasma Vegetal fica em Braga. Em Merelim, mais precisamente", retorquiu Armando.

Pitanga desligou o telemóvel porque, entretanto, se aproximava uma viatura que transportava a gente que o tentaria matar de novo. O fim da conversa evitou que Armando soubesse o que o barbeiro, que foi amigo e colega de António Variações, ficou a pensar sobre o assunto. E o barbeiro ficou a pensar em todas as hipóteses. "Chantagem, conivência, contaminação, contrabando, roubo, sei lá! As sementes são um negócio fabuloso e a concorrência é feroz", confidenciou Pitanga ao "ligeiro" que, desde há algum tempo, o acompanhava. Pitanga julgava que "o ligeiro" supunha que o milho com cinco metros de altura era obra de extraterrestres. Por isso, surpreendeu-se quando o ouviu dizer: "Não há extraterrestres. Há apenas este prostíbulo global: a ganância de uns e a resignação do rebanho". "O pessoal quer comer transgénicos? Que coma!", atirou, irritado, "o ligeiro".

A plantação de milho transgénico é apenas um dos cenários da aventura de Pitanga. Quem quiser conhecer a totalidade de uma excelente história minhota em banda desenhada, recém-editada, precisa apenas de adquirir numa livraria "A rapariga do poço da morte" (Lisboa: Caminho, 2003), da autoria de Arlindo Fagundes. O álbum, que tem uma surpresa que aqui não é conveniente quebrar, merece um sério reparo: o Pitanga não devia circular tão velozmente pelas ruas de Braga."


PÚBLICO. 6 Maio 2003

"A guerra dos mundos"

Num dia 1 de Novembro de 1938, baseando-se no livro de H.G. Wells "A guerra dos mundos", o realizador de cinema Orson Welles forjou, a partir do estúdio da Rádio Mercury Theatre, uma emissão que dava conta da invasão da Terra por extraterrestres. O auditório tinha sido previamente informado de que se tratava de uma simulação, mas o pânico instalou-se na América.
Nos anos oitenta, uma rádio bracarense reeditou esta emissão, tendo o resultado - à escala - sido semelhante: vários ouvintes acreditaram que tínhamos sido invadidos.
Julgo que a forma como ouvimos rádio explica este alarme: ligamo-lo a meio da transmissão, o aviso prévio escapou-nos, podemos - se não formos dados à dúvida metódica - acreditar. Agora que, em 2003, um texto impresso perfeitamente explícito provoque confusão, já me parece bem menos aceitável. Mas foi o que aconteceu em 2003, com um texto que Eduardo Jorge Madureira escreveu no jornal Público.



Entrevista de Orson Welles na sequência da emissão do programa de rádio

16 novembro 2009

O futuro ao nosso alcance

Graças à equipa da investigadora portuguesa Elvira Fortunato, e à invenção dos transistores de papel, grandes inovações se esperam no campo dos computadores portáteis.
Eu cá não sou muito de "gadgets", mas tenho problemas de coluna, pelo que, logo que possa, vou comprar um desses fascinantes pesos-pluma.
Está-se mesmo a ver que não "dei com eles" assim sozinha: foi o professor Pedro Brandão, nosso colega de bancada, que nos mostrou o vídeo que inseriu no primeiro comentário.

A chave secreta para o Universo, por Ana Luísa Pereira


O livro que eu li foi A chave secreta para o Universo de Lucy Hawking e Stephen Hawking.
Adorei ler este livro. Bem, confesso que antes de o ler pensei que iria ser uma valente "seca", pois estava associado ao Universo. O que logo pensei foi que ia ser mais matéria e matéria, o que não iria ser nada divertido.
Um dia, visto que tinha ali o livro e apetecia-me ler, comecei. Achei um pouco estranho o livro não começar logo por falar no Universo, pois era o tema dele, mas continuei a ler, pois estava a gostar.
(...)
Custa-me um pouco decidir qual será o livro que vou ler, pois não gosto de todo o tipo de livros. Com este trabalho para a disciplina de Física e Química, descobri mais um tipo de livro do qual gosto.
O livro que acabei de ler, além de se desenvolver numa história fascinante, permite aos leitores uma melhor aprendizagem sobre tudo o que existe no Universo. É um facto que na escola aprendemos tudo isto, mas aqui aprende-se de uma maneira mais simples. Na escola o professor "deita" a matéria "cá para fora" e nós temos que decorar e meter cá dentro da nossa cabecinha, mas existe uma maneira mais fácil de aprender sem ser decorar, que é perceber. Esse perceber é mais fácil quando se coloca numa situação do nosso dia-a-dia - pode não ser realidade - mas poderíamos enquadrá-la perfeitamente no nosso quotidiano no caso de A chave secreta para o Universo.


Ana Luísa Ferraz Pereira
11º D
N.º 7

Entrelinhas




Poema de geometria e de silêncio
Ângulos agudos e lisos
Entre duas linhas vive o branco.

in ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner - Coral. Caminho, 2003, p. 89

"Descobrir o Universo" por Ana Sofia Silva Gomes

No início do ano lectivo foi-nos proposta a leitura de um livro por período, tendo como finalidade aumentar os nossos hábitos de leitura e aperfeiçoar os nossos conhecimentos culturais e ortográficos.
Como opção literária escolhi Descobrir o Universo, um livro científico da autoria de alguns elementos do CAUP (Centro de Astrofísica da Universidade do Porto) e coordenado por Teresa Lago.
Esta obra foi concebida com o propósito de comemorar o décimo sexto aniversário do CAUP e de partilhar um conhecimento geral sobre o Universo com os leitores, a fim de estes conseguirem explorar de uma melhor forma as suas vertentes. Continuando, o conteúdo concentra-se, como o título sugere, no Universo. Ou seja, resumidamente são abordadas matérias como: a Astronomia no nosso quotidiano (as fases da Lua, a explicação dos eclipses e auroras, a forma mais correcta de usar um telescópio); o sistema solar e outros (a formação deste, as características de cada planeta e corpos celestes que o compõem, a descoberta de novos sistemas); a história da vida das estrelas (a sua formação, os enxames de estrelas...); galáxias, enxames e superenxames (a via láctea e outras galáxias, a sua evolução...); a história do Universo (a sua formação e provável futuro...) e, por último, algumas radiações possíveis de serem encontradas no Universo e no nosso planeta.
Na minha opinião, o livro é bem estruturado e organizado (apresenta uma ordem de temas, em que se vai evoluindo na aprendizagem do Universo), variado (não se focando demasiado num só tema), e com um vocabulário acessível. Quanto a outros níveis, como por exemplo as ilustrações, são sempre adequadas ao tema que ilustram, possuem uma boa qualidade de cor (dando mais vida ao livro), e caracterizam devidamente o Universo. Há ainda a inserção de esquemas e diagramas, que de uma forma óbvia e rápida nos esclarecem as dúvidas. Por fim existe uma aliciante interessante, que são os destaques a cinzento denominados «Sabias que...», onde nos dão aspectos curiosos do subtítulo que acabamos de ler.
Contudo, existem alguns aspectos negativos, como o facto de algumas legendas serem demasiado compridas e repetirem, às vezes, partes anteriormente escritas no texto correspondente; bem como existirem partes do livro ultrapassadas, como por exemplo Plutão ser considerado um planeta principal, quando hoje em dia é considerado um planeta anão.
Apesar disto, continuo a ser de opinião de que se trata de um bom livro, que no final da leitura transmite conhecimentos e poderá vir a ajudar algumas pessoas (nomeadamente principiantes) a conhecer o Universo em que estamos inseridos.

Ana Sofia da Silva Gomes
11º D

15 novembro 2009

O eco silencioso


van Gogh Noite estrelada sobre o rio Ródano - Museu de Orsay
in http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Starry_Night_Over_the_Rhone.jpg

O fenómeno do sono sempre me interessou porque durmo mal. A poesia de Álvaro de Campos celebra um ciclo circadiano invertido, a noite feita impiedosamente dia, a extraordinária lucidez aferrolhada nos olhos fechados, como se ao abrir as pálpebras se esgueirasse o pensamento.

Este é também o momento de vigília acústica, dos ruídos da casa na misteriosa digestão da noite.

Começa a haver meia-noite, e a haver sossego,
Por toda a parte das coisas sobrepostas,
Os andares vários da acumulação da vida...
Calaram o piano no terceiro andar...
Não oiço já passos no segundo andar...
No rés-do-chão o rádio está em silêncio.

Mas é ainda o sono dos sonhos que regressam iguais e inquietantes.

in ANTUNES, João Lobo - O eco silencioso. Gradiva, 2008, p. 181

14 novembro 2009

NASA anuncia descoberta de água na lua

Hoje, ao aceder ao Google, deparei que o habitual logotipo estava diferente, como é habitual nos dias comemorativos de efemérides ou homenagem a factos/pessoas importantes.
A notícia era de "arromba": a NASA noticiou no seu site que tinham descoberto indícios de água na lua.



13 novembro 2009

Quem mexeu no meu comprimido?

Um grupo de alunas do 12º ano, da disciplina de Área Projecto, num trabalho sobre auto-medicação sugeriu a aquisição deste livro, de grande interesse para toda a Escola.

Na nota introdutória esclarece
O seu objectivo principal é o de propiciar noções elementares sobre o medicamento tanto a doentes crónicos como a utentes de saúde, e convidar os formadores a usar estas noções nas suas aulas, já que é incompreensível a permanente omissão do medicamento em todos os currículos escolares. Como o medicamento é o bem de consumo imprescindível mais especial que existe, também se apela à sua responsabilização, por parte de doentes e utentes, incitando-os ao diálogo com o farmacêutico, para obter mais ganhos e saúde.

Ficamos a aguardar mais sugestões de alunos que são sempre bem-vindas!

10 novembro 2009

Tarefa de Novembro

Como temos vindo a publicar, o livro do mês é "A solidão dos números primos" de Paolo Giordano. As últimas entradas do blogue são já uma ajuda para realizares com êxito a tarefa que te propomos este mês. Mas antes clica aqui.

Entrevista

Imagina que Alice e Mattia se tornam figuras públicas. Um jornalista fez-lhes uma entrevista e colocou-lhes as seguintes questões, para as quais deves imaginar respostas, de acordo com o que conheces das personagens.

Escolhe apenas um dos questionários.

Alice

a. Que pessoas impulsionaram a sua carreira de fotógrafa?

b. Sabemos que tem seguido de perto a carreira do alpinista português João Garcia: admira-o? Porquê?

c. Considera que foi vítima de bullying na escola? Que se lhe oferece dizer sobre este problema?

d. Até que ponto os distúrbios alimentares influenciaram a sua vida pessoal?

e. É comum pensar-se que os génios são seres solitários e excêntricos. Concorda com esta perspectiva? Porquê?

f. Sente-se um número primo…?

Mattia

a. Na sua biografia, publicada há dias, menciona-se a sua condição de criança sobredotada. Quer comentar?

b. Se reencontrasse a sua irmã gémea, como reagiria? Porquê?

c. Alguma vez foi vítima ou testemunhou actos de bullying na escola?

d. Como resume a sua carreira de investigador?

e. É comum pensar-se que os génios são seres solitários e excêntricos. Concorda com esta perspectiva? Porquê?

f. Sente-se um número primo…?

Pontuação: os trabalhos serão pontuados numa escala de 1 a 100, de acordo com os seguintes critérios:

- Adequação das respostas às questões colocadas (50 pontos);

- Coerência entre as respostas e a história / perfil das personagens(50 pontos);

- Encadeamento das sequências pergunta-resposta-pergunta de modo a dar a ideia de uma conversa contínua e não de uma sucessão de perguntas isoladas(50 pontos);

- Criatividade e qualidade dos textos (50 pontos).


09 novembro 2009

Um antropólogo "hors-série"




Na morte de Claude Lévi-Strauss, transcrevo parte de um número "hors-série" do boletim Actualité en France, editado pelo Ministère des Affaires Étrangères et Européennes, que a adida cultural, Anne-Laure Stamminger, nos enviou:


«Claude Lévi-Strauss, um dos últimos gigantes do pensamento francês do século XX, acaba de falecer na véspera de seu centésimo primeiro aniversário. O fundador da antropologia estrutural, o “astrónomo das constelações humanas” cuja obra de alcance universal abalou o pensamento ocidental, tinha comemorado cem anos no dia 28 de Novembro (...)


“Detesto as viagens e os exploradores. E eis que me disponho aqui a narrar as minhas expedições. Mas, quanto tempo [levei] para me decidir a fazê-lo!”: assim começava o livro publicado em 1955, que lhe valeu uma fama imediata: “Tristes Trópicos”, a sua “autobiografia intelectual”. Um livro tão magnificamente escrito que o júri do prémio Goncourt publicou naquele ano um comunicado manifestando o seu pesar por não poder premiá-lo pelo facto de se tratar de um ensaio e não um romance...»


N.B. "Aportuguesei" o texto. Não costumo fazê-lo, mas registo a excepção.

06 novembro 2009

A solidão dos números primos - revista Ípsilon



[...]

"As personagens, Mattia e Alice, são inadaptados. "Sim, são 'outsiders' quase toda a sua vida". Porque é que decidiu colocar na mesma história uma anoréctica e um rapaz que pratica auto-mutilação, como se juntasse todos os "freaks" num só livro? "Tive medo que isso acontecesse. Mas não o decidi". Aconteceu. No livro diz que ter 15 anos é uma idade cruel. Porquê? "Porque foi a minha idade cruel. É a primeira vez que temos que lidar com as coisas não resolvidas da infância. Mas ainda não temos liberdade para as enfrentar e ir noutra direcção. Estamos muito ligados aos pais, a meio do processo de construir a nossa identidade. É uma idade confusa. Foi uma idade de muito sofrimento para mim, por isso considero-a cruel. Mas a maneira como essa dor se expressa é geracional. Os hábitos mudam mas as hormonas da idade continuam as mesmas, acho eu, é biológico."Giordano gosta "de tratar mal as personagens, de as abanar". Optou por não entrar dentro das suas tragédias, por não se envolver emocionalmente. "Foi isto que escolhi. O último passo pode ser dado pelo leitor. Todos sentimos alguma dor dentro de nós."
[...]
Entrevista a Paolo Giordano quando esteve em Lisboa a promover o livro.
Artigo disponível em
http://ipsilon.publico.pt/livros/texto.aspx?id=223400

ou na biblioteca da Escola no suplemento Ípsilon (16 de Fevereiro de 2009)

Matemática e melancolia - 2

A origem dessa dificuldade de lidar com os outros está em episódios paralelos ocorridos na infância e narrados por Giordiano logo no início do romance.

«[...] Essas duas solidões encontram-se, entendem-se mas não se resolvem, porque Mattia e Alice, mesmo quando encontram um rumo (ele como especialista em topologia geométrica; ela como fotógrafa), nunca deixam de ser a versão humana daquilo a que os matemáticos chamam primos gémeos: «Pares de números primos que estão próximos um do outro, aliás, quase próximos, pois entre eles existe sempre um número par que os impede de se tocarem realmente».

in LER, p. 66
artigo de José Mário Silva


in http://jsuarezdc.files.wordpress.com/2007/01/eratostenes41.jpg


Matemática e melancolia - 1


No nº 78 (Março 2009) da revista LER, no artigo "Matemática e melancolia", José Mário Silva refere-se a este livro, de que passamos a citar alguns excertos.

"(...) Curiosamente, um dos núcleos narrativos principais de A Solidão dos Números Primos é a adolescência, tempo de experimentações e traumas, de descobertas e rituais cruéis, de euforias e desilusões. Para os dois protagonistas da história, Mattia e Alice, os anos do liceu são isso tudo, mas também uma «ferida aberta», atravessada «como em apneia, ele rejeitando o mundo e ela sentido-se rejeitada pelo mundo», apercebendo-se ambos «de que no fundo, a diferença não era muita»".

in rubrica [LEITURAS], p. 66

Solidão dos números primos: entrevista a Paolo Giordano


Quello che non c'è



vídeo inspirado no livro A solidão dos números primos de Paolo Giordano e na cançãoQuello che non c'è dos Afterhours.

02 novembro 2009

Livro do mês de Novembro: A solidão dos números primos



«... Quando abriu os olhos o céu ainda ali estava, com o seu azul monótono e brilhante. Nem uma nuvem o atravessava.
Mattia estava longe. Fabio estava longe. A corrente do rio produzia um ruído débil e sonolento.
Lembrou-se de quando estava deitada no canal, sepultada pela neve. Pensou naquele silêncio perfeito. Também agora, como nesse dia, ninguém sabia onde ela se encontrava. Também desta vez não viria ninguém. Mas ela já não esperava ninguém.
Sorriu para o céu limpo. Com um pouco de esforço sabia levantar-se sozinha


in GORDANO, Paulo - A solidão dos números primos. Bertand, p. 267.

30 outubro 2009

Tarefa de Outubro

Aqui está a 1ª proposta do Concurso Duas Culturas. Por ser a 1ª não é obrigatória, e por isso não conta para a pontuação final, o que ainda assim não te impede de responder. Se decidires aceitar o desafio lê o Regulamento do Concurso. Prometemos que divulgamos a pontuação no próximo mês.

Viagem ao Centro da Terra

1. Na origem desta viagem está a descoberta de um criptograma. O seu autor foi obrigado a encriptar a mensagem por culpa da Inquisição. Refere outro cientista cujas teorias foram consideradas heréticas.

2. Dir-se-ia que Graüben, a noiva de Axel, considera a ciência um poderoso afrodisíaco: “Ah!, caro Axel, é magnífico uma pessoa dedicar-se assim à ciência!” (capítulo VII, p. 42). A sua vontade de acompanhar a expedição é atendida, como acontece com outras personagens femininas de Jules Verne?

□ Sim

□ Não

3. Indica qual era, nessa época, o principal género de exportação da Islândia.

4. Axel é um geólogo entusiasta: “Sabe-se que o basalto é uma rocha escura de origem ígnea e que apresenta formas regulares que surpreendem pela disposição.” (capítulo XIV, p. 80).

Consideramos o basalto uma rocha ígnea (ou magmática) porque:

□…resultou da união de sedimentos.

□…se formou a partir de um magma.

□…é o resultado da transformação de outra rocha, no estado sólido, originando colunas prismáticas.

5. Já dentro da cratera do vulcão, o narrador ergue “(…) a cabeça e avist[a] pela última vez, através do imenso tubo, o céu da Islândia, que não mais deveria voltar a ver.” (capítulo XVIII, p. 104). Com isto, antecipa…

□… a sua morte, na sequência de uma súbita erupção vulcânica.

□… a perda da visão, provocada pela exposição a gases tóxicos.

□… o facto de terem desembocado num ponto diferente do globo.

□… o coma prolongado que o obrigou a regressar à Alemanha.

6. “Apanhei uma concha em perfeito estado que deveria ter pertencido a um animal mais ou menos parecido com o actual bicho-de-conta. Depois, fui junto do meu tio e disse:

- Veja!

- Sim senhor – respondeu tranquilamente –, é a concha de um crustáceo da ordem desaparecida das Trilobites. E é tudo.

- Mas… e daí, não tira nenhuma conclusão?

- O que tu próprio concluis? Sim. Perfeitamente. Deixámos para trás a camada de granito e o caminho das lavas (…)” (capítulo XIX, p. 110).

6.1. Sabendo que a trilobite é um fóssil, podemos de deduzir que se formou…

□…há poucos dias

□…há uns milhares de anos

□…está a formar-se neste momento.

6.2. Sabendo que uma camada de granito se forma no interior da Terra, a elevadíssimas temperaturas, surgindo de material em fusão, há a possibilidade de uma tribolite se encontrar neste tipo de rocha?

□ Sim

□ Não

7. Como frequentemente sucede nas obras de Jules Verne, as personagens sofrem diversas carências e provações. Qual foi o primeiro bem essencial que faltou aos nossos aventureiros?

8. No capítulo XXI, o dr. Lidenbrock compara-se a um descobridor famoso.

□ Vasco da Gama

□ Hernán Cortés

□ Antoine Lavoisier

□ Fernão de Magalhães

□ Nicolau Copérnico

□ Cristóvão Colombo

9. Viagem ao centro da Terra demonstra que as bússolas nem sempre resolvem os problemas de orientação (cf. Última págima)…

□… porque, às vezes , têm defeitos de fabrico.

□… porque os fenómenos eléctricos alteram o seu funcionamento.

□… porque não resistem a temperaturas elevadas.

□… porque os cientistas mais distraídos as perdem facilmente.

10. Imagina que te propõem uma expedição deste género. O que te levaria, de acordo com as vivências dos personagens do livro…

10.1. …a aceitá-la?

□… A curiosidade científica.

□… O dinheiro que podes ganhar.

□… A oportunidade de conhecer novos costumes e novos países.

□… O espírito de aventura.

□… O facto de não quereres desiludir a/o tua/teu namorada(o).

□… A fama que podes alcançar.

□… Outro: _____________________

10.2. O que te levaria a recusá-la?

□… O medo de morrer.

□… O medo de passar fome.

□… A claustrofobia.

□… A severidade do tio

□… O medo das alturas.

□… Aquilo que perderias durante a tua ausência.

□… Outro: _____________________

N.B. Em cada uma das situações só podes indicar uma opção.