30 outubro 2009

Tarefa de Outubro

Aqui está a 1ª proposta do Concurso Duas Culturas. Por ser a 1ª não é obrigatória, e por isso não conta para a pontuação final, o que ainda assim não te impede de responder. Se decidires aceitar o desafio lê o Regulamento do Concurso. Prometemos que divulgamos a pontuação no próximo mês.

Viagem ao Centro da Terra

1. Na origem desta viagem está a descoberta de um criptograma. O seu autor foi obrigado a encriptar a mensagem por culpa da Inquisição. Refere outro cientista cujas teorias foram consideradas heréticas.

2. Dir-se-ia que Graüben, a noiva de Axel, considera a ciência um poderoso afrodisíaco: “Ah!, caro Axel, é magnífico uma pessoa dedicar-se assim à ciência!” (capítulo VII, p. 42). A sua vontade de acompanhar a expedição é atendida, como acontece com outras personagens femininas de Jules Verne?

□ Sim

□ Não

3. Indica qual era, nessa época, o principal género de exportação da Islândia.

4. Axel é um geólogo entusiasta: “Sabe-se que o basalto é uma rocha escura de origem ígnea e que apresenta formas regulares que surpreendem pela disposição.” (capítulo XIV, p. 80).

Consideramos o basalto uma rocha ígnea (ou magmática) porque:

□…resultou da união de sedimentos.

□…se formou a partir de um magma.

□…é o resultado da transformação de outra rocha, no estado sólido, originando colunas prismáticas.

5. Já dentro da cratera do vulcão, o narrador ergue “(…) a cabeça e avist[a] pela última vez, através do imenso tubo, o céu da Islândia, que não mais deveria voltar a ver.” (capítulo XVIII, p. 104). Com isto, antecipa…

□… a sua morte, na sequência de uma súbita erupção vulcânica.

□… a perda da visão, provocada pela exposição a gases tóxicos.

□… o facto de terem desembocado num ponto diferente do globo.

□… o coma prolongado que o obrigou a regressar à Alemanha.

6. “Apanhei uma concha em perfeito estado que deveria ter pertencido a um animal mais ou menos parecido com o actual bicho-de-conta. Depois, fui junto do meu tio e disse:

- Veja!

- Sim senhor – respondeu tranquilamente –, é a concha de um crustáceo da ordem desaparecida das Trilobites. E é tudo.

- Mas… e daí, não tira nenhuma conclusão?

- O que tu próprio concluis? Sim. Perfeitamente. Deixámos para trás a camada de granito e o caminho das lavas (…)” (capítulo XIX, p. 110).

6.1. Sabendo que a trilobite é um fóssil, podemos de deduzir que se formou…

□…há poucos dias

□…há uns milhares de anos

□…está a formar-se neste momento.

6.2. Sabendo que uma camada de granito se forma no interior da Terra, a elevadíssimas temperaturas, surgindo de material em fusão, há a possibilidade de uma tribolite se encontrar neste tipo de rocha?

□ Sim

□ Não

7. Como frequentemente sucede nas obras de Jules Verne, as personagens sofrem diversas carências e provações. Qual foi o primeiro bem essencial que faltou aos nossos aventureiros?

8. No capítulo XXI, o dr. Lidenbrock compara-se a um descobridor famoso.

□ Vasco da Gama

□ Hernán Cortés

□ Antoine Lavoisier

□ Fernão de Magalhães

□ Nicolau Copérnico

□ Cristóvão Colombo

9. Viagem ao centro da Terra demonstra que as bússolas nem sempre resolvem os problemas de orientação (cf. Última págima)…

□… porque, às vezes , têm defeitos de fabrico.

□… porque os fenómenos eléctricos alteram o seu funcionamento.

□… porque não resistem a temperaturas elevadas.

□… porque os cientistas mais distraídos as perdem facilmente.

10. Imagina que te propõem uma expedição deste género. O que te levaria, de acordo com as vivências dos personagens do livro…

10.1. …a aceitá-la?

□… A curiosidade científica.

□… O dinheiro que podes ganhar.

□… A oportunidade de conhecer novos costumes e novos países.

□… O espírito de aventura.

□… O facto de não quereres desiludir a/o tua/teu namorada(o).

□… A fama que podes alcançar.

□… Outro: _____________________

10.2. O que te levaria a recusá-la?

□… O medo de morrer.

□… O medo de passar fome.

□… A claustrofobia.

□… A severidade do tio

□… O medo das alturas.

□… Aquilo que perderias durante a tua ausência.

□… Outro: _____________________

N.B. Em cada uma das situações só podes indicar uma opção.

29 outubro 2009

Banquete gaulês na Biblioteca


Na biblioteca comemorámos o cinquentenário do Astérix com um banquete de boas-vindas aos novos professores.
Durante o mês de Novembro realizaremos novas experiências gastronómicas com os alunos dos 7º e 10º anos.

23 outubro 2009

Concurso Duas Culturas - Regulamento

Este concurso realiza-se no contexto do projecto Duas Culturas, coordenado pela biblioteca escolar da Escola Secundária/3 de Vila Verde (ESVV), entidade beneficiária do concurso “Apoio a Bibliotecas Escolares/Centros de Recursos de Escolas do Ensino Secundário 2009” promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Artigo 1º - Objectivo

Visa incentivar nos alunos da Escola Secundária/3 de Vila Verde a leitura de obras literárias e/ou de divulgação e ficção que abordem temáticas científicas.

Artigo 2º - Destinatários

Podem concorrer todos os alunos do ensino secundário e Cursos EFA da Escola Secundária/3 de Vila Verde, público-alvo do projecto. Contudo, e apesar das temáticas envolvidas e livros seleccionados se destinarem prioritariamente a alunos a partir dos 15 anos de idade, também podem participar os alunos da ESVV do ensino básico.

Artigo 3º - Inscrição

1. A inscrição é individual e será feita no endereço electrónico divulgado no blogue Duas Culturas: 2culturas@gmail.com

1.1. O candidato deverá indicar o nome, ano, turma e n.º de pauta e escrever “Inscrição” no Assunto da mensagem.

2. As inscrições decorrem ao longo de todo o período de duração do concurso.

Artigo 4º - Condições e normas de participação

1. O concurso tem como finalidade a realização das tarefas mensais propostas no blogue Duas Culturas (URL: http://duasculturas.blogspot.com/) tendo como tema a análise, numa perspectiva transdisciplinar, do livro do mês.

2. A proposta do livro do mês é feita por escolha conjunta da comissão coordenadora do projecto Duas Culturas.

3. O concurso decorre ao longo de oito fases, que correspondem a oito tarefas propostas para cada livro do mês (de Outubro a Maio).

4. As tarefas a realizar podem apresentar as seguintes tipologias:

4.1. científica – ex. responder a questões relacionadas com conteúdos das áreas da Literatura, da Física, da Química, da Geologia, da Biologia e do Ambiente; definir hipóteses; interpretar resultados; etc.

4.2. criativa – ex. dar continuidade a uma história; apresentar uma fotografia; realizar um pequeno filme; fazer uma pequena entrevista, etc.

5. A pontuação base e os parâmetros de avaliação, divulgados juntamente com as tarefas a realizar, variam consoante a tipologia e complexidade das mesmas.

5.1. Mensalmente é publicitada a “tabela da classificação individual” e a “tabela de classificação por turma” no blogue Duas Culturas.

5.2. As tarefas correspondentes ao mês de Outubro não contam para o apuramento final sendo apenas de familiarização às modalidades do concurso e de ajustamento de eventuais problemas técnicos.

6. A submissão dos trabalhos será feita via correio electrónico para o endereço assinalado no blogue Duas Culturas: 2culturas@gmail.com

6.1. No Assunto da mensagem o candidato deverá escrever “Concurso”. No corpo da mensagem deverá indicar o nome, ano, turma, n.º de pauta e o nome do livro do mês. O trabalho deverá ser enviado num ficheiro anexado à mensagem.

7. Não serão admitidos mais do que um trabalho por aluno para cada uma das tarefas a realizar. Assim cada candidato pode submeter no máximo oito trabalhos correspondentes a oito tarefas, uma para cada livro do mês. Não existe um limite mínimo de tarefas a realizar.

8. Os alunos podem, num dado mês, submeter os trabalhos relativos às tarefas propostas nos meses anteriores.

Artigo 5º - Júri

1. O júri é constituído por três elementos (Pedro Brandão, Ana Paula Matos, Ana Margarida Dias) da comissão coordenadora do projecto Duas culturas e reúne mensalmente para análise e pontuação das tarefas.

1.1 Sempre que achar necessário o júri pede a colaboração dos restantes elementos da comissão coordenadora do projecto.

1.2 Sempre que seja necessário qualquer um dos elementos do júri pode ser substituído nas suas funções por um dos elementos da comissão coordenadora do projecto Duas culturas.

2. O júri é soberano, não sendo possível, em qualquer circunstância, recorrer das suas decisões.

3. As eventuais situações de ex-aequo serão desempatadas mediante a realização de uma prova adicional.

4. Cabe ainda ao júri decidir sobre quaisquer matérias omissas neste regulamento.

Artigo 6º - Prémio

1. O valor do prémio é de 100 € (cem euros) e será atribuído ao aluno(a) que, no conjunto dos sete livros do mês – de Novembro a Maio –, tenha obtido a melhor classificação.

1.2. Caso o júri considere, por unanimidade, haver outros concorrentes que tiveram uma participação excelente serão atribuídas menções honrosas (até três).

1.3. O prémio será entregue no início de Junho, no Painel “Duas Culturas” a realizar com a presença de investigadores universitários, professores da Escola Secundária de Vila Verde (Departamento de Ciências Físicas e Naturais e Departamento de Línguas) e o bibliotecário responsável da Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela (Vila Verde).

21 outubro 2009

Mitos urbanos

É muito comum pensar-se que as pessoas "de letras" - entre as quais me conto - não gostam de "ciências". Muito me apraz desfazer, pulverizar, demistificar essa ideia feita. E não serei eu a fazê-lo, mas alguém muito mais habilitado do que eu, o escritor britânico Ian McEwan, cujos livros se recomendam vivamente. Neste blogue, falaremos em particular de Nunca me deixes e de O sonhador.


Este último, já o disse noutro lugar, foi-me emprestado pelos filhos da professora Ana Paula Matos, os quais, aliás, já me emprestaram outros, de que também gostei. O sonhador conta a história de um jovem chamado Peter Fortune que é uma versão masculina, actualizada - mas não menor - da Alice, da maravilhosa personagem de Lewis Carroll (e estou a referir-me à verdadeira, e não à versão animada da Disney).

O Peter é um distraído. Mas tão, tão, tão distraído que até se esquece da irmãzinha mais nova no autocarro. E é justamente por ser distraído (criativo, imaginativo) que lhe diagnosticaram problemas a Matemática (que ele, realmente, não tem). Ora leiam:

«O problema de quem sonha acordado e não diz quase nada é que, na escola, os professores, principalmente aqueles que não conhecem bem os alunos, são levados a pensar que algumas pessoas são um bocado estúpidas. Ou, se não estúpidas, pelo menos tristes. Ninguém consegue ver as coisas espantosas que estão a acontecer dentro da cabeça delas. Um professor que visse Peter a olhar pela janela ou para uma folha em branco pousada em cima da carteira podia pensar que ele estava aborrecido ou a pensar numa resposta que não sabia. Mas a verdade era totalmente diferente.
Por exemplo, certa manhã a turma de Peter teve um teste de matemática. Tinham de fazer umas contas muito grandes em vinte minutos. Mal começou a fazer a primeira conta, que era somar três milhões quinhentos mil duzentos e noventa e cinco com outro número quase tão grande, Peter deu consigo a pensar no maior número do mundo. Na semana anterior tinha lido que havia um número com o nome fantástico de gogol. Um gogol era 10x10 cem vezes. Um 10 com cem zeros à frente. E havia outro nome ainda melhor, uma verdadeira beleza - um gogolplex. Um gogolplex era 10x10 gogol vezes. Que número!
Peter abandonou o espírito à fantástica dimensão daquele número. Os zeros subiam no ar como bolhas de sabão. O pai dissera-lhe que os astrónomos tinham chegado à conclusão de que o número total de átomos que existiam nos milhões de estrelas visíveis era um 10 com noventa e oito zeros à frente. Nem todos os átomos somados chegavam a um gogol. E uma gogol era uma coisa de nada comparado com um gogolplex. Se se pedisse a alguém um gogol de bombons, não haveria átomos suficientes no mundo para os fazer.
Peter recostou a cabeça na mão e suspirou. Nesse instante, a professora bateu as palmas. Tinham passado vinte minutos. Peter não tinha feito mais do que escrever o resultado da primeira conta. Todos os outros tinham acabado.» (p. 16)
Não é inteligente, este Peter Fortune (pergunto eu, depois de também ter parado cinco minutos a sonhar com um gogol de bonbons)?
Infelizmente, a escola nem sempre se compadece com estes jovens sonhadores:
«A professora tinha estado a ver Peter a olhar para o papel sem escrever nada e a suspirar.
Pouco tempo depois deste incidente, Peter foi posto num grupo de crianças que tinham grandes dificuldades com as somas, mesmo de números pequenos como 4 e 6. Peter fartou-se depressa e achou que ainda era mais difícil estar com atenção. Os professores começaram a pensar que ele tinha demasiadas dificuldades em matemática mesmo para aquele grupo especial. Que haveriam de fazer em relação a ele?
Claro que os pais e a irmã sabiam que ele não era estúpido, nem preguiçoso, nem desinteressado; e alguns professores começaram a perceber que dentro da cabeça dele estavam a acontecer as coisas mais mirabolantes do mundo. O próprio Peter acabou por aprender, à medida que foi crescendo, que, como as pessoas não conseguem ver o que está a passar-se dentro da nossa cabeça, o melhor a fazer, se queremos que nos compreendam, é dizer-lhes. E, então, começou a escrever algumas das coisas que lhe tinham acontecido quando estava à janela ou deitado de costas a olhar para o céu. Quando cresceu, tornou-se escritor e foi muito feliz.» (p. 17)

Não está bem? Não é bonito? E não tinha jeito para matemática?! Tinha, claro que tinha. Só que era muito avançado, e acabou por desenvolver outros talentos...

20 outubro 2009

Porque não conseguimos fazer cócegas a nós mesmos?

As cócegas excitam as terminações nervosas finas sob a superície da pele. Isso faz algumas pessoas rir enquanto outras se encolhem ao toque.
O nível de intensidade das cócegas depende de quem as está a fazer. Estudos recentes mostraram uma diferença entre as imagens cerebrais de pessoas que estavam a sofrer de cócegas feitas por outra pessoa, comparadas com quando faziam cócegas a si mesmas. No caso das autocócegas parece que o cérebro antecipa o que vai acontecer e indica-lhe que o ignore. As imagens cerebrais dos que faziam cócegas a si mesmos, mostraram que o cerebelo, uma parte do cérebro utilizada no planeamento, envia mensagens urgentes para outra zona do cérebro avisando-a que está uma sensação a caminho.



[...] Darwin, o evolucionista , estava interessado no fenómeno das cócegas. Percebeu que uma vítima de cócegas se contorcia de modo a afastar as zonas vulneráveis do corpo da fonte de estímulo. Pensava que se tratava de um mecanismo evolutivo para nos protegermos dos predadores. É interessante, mas o prazer que sentimos com as cócegas aumenta à medida que envelhecemos.

in HEINEY, Paul - Quantas ovelhas são precisas para fazer uma camisola?: os melhores investigadores respondem às mais importantes e curiosas questões científicas. Alfragide: Academia do livro, 2009. p. 182.

15 outubro 2009

Quantas ovelhas são precisas para fazer uma camisola? - 1

Porque é que os nossos dedos têm tamanhos diferentes? E o que é exactamente o tempo? E será que as bolas de golfe têm covinhas por algum motivo especial? Estas e muitas outras perguntas encontram explicações neste livro, no qual estão reunidas as respostas de alguns dos mais reputados cientistas britânicos.

E Quantas ovelhas são precisas para fazer uma camisola? o mundo aparece sem segredos, esclarecendo dúvidas muito variadas, desde as que envolvem a concepção do universo e os sentimentos, até às que se relacionam com o funcionamento do corpo humano e o dia-a-dia de uma casa.

Um livro para mentes curiosas e apaixonadas pelos mistérios da ciência, que procuram respostas certas a perguntas provocadoras.

in contracapa

14 outubro 2009

Trilobites

A propósito da releitura do nosso livro do mês Viagem ao centro da terra e do nosso grandioso concurso:

"Era uma teimosia levada ao exagero. Não me contive. Apanhei uma concha em perfeito estado que deveria ter pertencido a um animal mais ou menos parecido com o actual bicho-de-conta. Depois, fui junto do meu tio e disse:
- Veja!
- Sim, senhor - respondeu tranquilamente -, é a concha de um crustáceo da ordem desaparecida dos Trilobites. E é tudo.
- Mas... e daí, não tira nenhuma conclusão?
- O que tu próprio concluis?
"

In VERNE, Jules - Viagem ao centro da terra. Mem Martins: Europa-América, 2008. p. 110.



Eu não sabia bem o que eram trilobites e resolvi pesquisar. Eis alguns exemplos encontrados na net:


http://www.cm-arouca.pt/portal/images/stories/turismo/trilobite.jpg




http://1.bp.blogspot.com/_39LpoEswfb8/SsHfgNzNDrI/AAAAAAAABPY/KNxVq2mslE4/s400/EsculturaTrilobite1.jpg
http://1.bp.blogspot.com/_39LpoEswfb8/SsHfgNzNDrI/AAAAAAAABPY/KNxVq2mslE4/s400/EsculturaTrilobite1.jpg




13 outubro 2009

20 000 léguas submarinas

http://2.bp.blogspot.com/_VVKW2iyRcos/SbKRuKkFwqI/AAAAAAAABHU/MCvv7mubg8g/s400/20000_le.jpg
Em 1868, o então já muito conhecido Júlio Verne espanta e aterroriza os seus leitores com a história de um monstro marinho que se desloca a velocidades incríveis, destruindo tudo o que lhe aparece à frente.
Esta é a história do NAUTILUS, o primeiro submarino, que nunca existiu senão na fantasia de um homem...
A bordo dele, o enigmático capitão Nemo reina sobre as profundezas dos oceanos, como senhor absoluto dum reino mais vasto que todos os impérios, mais rico que todos os tesouros, mais belo que tudo quanto se pode imaginar. Ao seu dispor tem recursos inesgotáveis e a mais moderna tecnologia.
Um podígio de imaginação!
Uma obra-prima de antecipação científica!
Uma criação que se conta entre as melhores dum autor cujo nome desafia o tempo e que continua a agradar a cada nova geração de leitores.

in contracapa do livro

Nova Física Divertida


Esta Nova Física Divertida, [...] começa onde o outro [livro] acaba, no início do século XX, e traz-nos até ao século XXI. O século XX [...] foi o século de uma «Nova Física», a paradoxal teoria quântica e a fantástica teoria da relatividade. Com essas teorias e com as espantosas experiências que as confirmaram mudou a nossa visão do mundo - desde os núcleos atómicos às estrelas, passando pela matéria de que a Madonna é feita -, e mudou a nossa vida no mundo: agora vivemos melhor!


FIOHAIS, Carlos - Introdução. In FIOHAIS, Carlos - Nova física divertida. Lisboa: Gradiva, 2007. p. 10

E o Porto aqui tão perto


O Planetário do Porto (situado na... rua das Estrelas...) exibe uma exposição, intitulada "Explorer l'univers, nos prochains pas", que resulta da colaboração entre este organismo e o Consulado francês. Eis uma parte do texto que Anne-Laure Stamminger, a activíssima adida cultural, nos enviou:


« Explorer l’univers » met en perspective la progression de notre questionnement et le développement de nos outils d’investigation.
Partant des âges où la Terre était le centre du monde, le visiteur découvre les premiers repères et la mesure du temps. En expérimentant la signature de la matière dans la lumière des étoiles, ou la présence soupçonnée d’une nouvelle planète dans le voisinage de son étoile... il plonge dans l’Univers de l’astrophysique ! Tandis que le laissent rêveur ces simulations d’un Univers dont on ignore 95% de la matière et de l’énergie qui le constitue... L’évolution de notre compréhension de l’Univers permet de replacer les principales découvertes dans leur contexte historique (de l’Antiquité à la fin du XIXème s.) et de développer les enjeux actuels de la coopération internationale pour la mise en œuvre des outils de demain."

O vosso francês anda um pouco esquecido? Não faz mal. Cliquem em


http://www.planetario-porto.pt/

e obterão as correspondentes informações em português. Parafraseando um dos alunos que colocou um comentário no "Duas culturas": "bizu" (a pronúncia é boa, a ortografia nem tanto...)

Física divertida

«O título Física Divertida parece paradoxal. Não é a física uma ciência maçadora e repulsiva, capaz de fazer meter as mãos pelos pés o mais inocente dos alunos e os pés pelas mãos o mais convencido dos professores?

Este livrinho é a resposta - negativa! - do autor a essa pergunta. Ele está convencido de que a física pode ser interessante, atraente e até divertida. Não pretende convencer ninguèm deste facto, mas cha que o carácter lúdico da física não se encontra ainda suficientemente divulgado».

FIOLHAIS, Carlos - Introdução ou a razão da física divertida. In FIOLHAIS, Carlos - Física divertida. 7ª ed. Lisboa: Gradiva, 2007. p. 7
http://www.bookhouse.pt/capas/g/9789726621928.jpg
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História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar

Esta é a história de Zorbas, um gato grande, preto e gordo. Um dia, uma formosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr.
Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar. Tudo isto com a ajuda dos seus amigos Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobretudo para um bando de gatos mais habituados a fazer frente à vida dura de um porto como o de Hamburgo do que fazer de pais de uma cria de gaivota...
in contracapa

12 outubro 2009

O fiel jardineiro

O binómio de Newton...

O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.
O que há é pouca gente para dar por isso.

óóóó---óóóóóóóóó---óóóóóóóóóóóóóóó

(O vento lá fora).

Álvaro de Campos
15-01-1928
in Poesias. Ática, 1993. p. 110

08 outubro 2009

O amante do vulcão

Nápoles, 1772. A segunda cidade da Europa, magnífica, encimada pelas constantes erupções do seu famoso vulcão. Um nobre inglês, o embaixador britânico no Reino das Duas Sicílias, regressa à sua cidade adoptiva acompanhado pela mulher. Cavaliere, como todos o conhecem, é um coleccionador de arte, de antiguidades, de pessoas - um temperamento erudito e ávido, mas desapaixonado.

Quando a mulher morre, Cavaliere vive pela primeira vez um sentimento profundo. E quando a antiga amante do sobrinho entra na sua vida é possuído por uma intensa paixão. De uma beleza arrebatadora e supremamente inteligente, apesar de inculta, a jovem dama torna-se, sob o olhar apaixonado do seu mentor, numa notável cidadã do mundo e, para consternação da família de Cavaliere, sua mulher.
in contracapa

O amante do Vulcão é um romance baseado nas vidas de Sir William Hamilton, da sua célebre mulher, Emma, e de Lord Nelson, e povoado de grandes figuras da época como Napoleão e a quase desconhecida Leonor Fonseca Pimentel, uma heroína de origem portuguesa.

A mais bela história do mundo

Donde vimos nós? Quem somos nós? Aonde vamos nós? Estas são bem as únicas perguntas que vale a pena formular. Muitos, a seu modo, têm procurado a resposta, quer no cintilar das estrelas, no vaivém dos oceanos, no olhar de uma mulher ou no sorriso de um recém-nascido... Porque vivemos nós? Porque existe um mundo? Porque estamos aqui?
Até há pouco tempo, só a religião, a fé, a crença ofereciam uma solução, mas hoje também a ciência tem já um relato completo das nossas origens, ela reconstituiu a história do mundo.
Que descobriu a Ciência de tão extraordinário? Isto: é uma única aventura que prossegue desde há 15 000 milhões e anos e une o universo, a vida e o homem como se fossem capítulos de uma longa epopeia.

REEVES, Hubert; ROSNAY, Joel de; COPPENS, Yves; SIMONNET, Dominique - A mais bela história do mundo: os segredos das nossas origens. Lisboa: Gradiva. In Prólogo, p. 7


Liberdade

Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.

Sophia de Mello Breyner Andresen
In Mar novo. Caminho, p.26

A terra em equilíbrio

Foi este livro que suscitou os primeiros ataques lançados contra Al Gore, na campanha de 1992, pelo então presidente H. W. Bush, quando o referiu como o "Homem do Ozono".
Este livro, e a viagem que o descreve, é a procura de maneiras de compreender e responder ao perigoso dilema que a nossa civilização actualmente enfrenta. A Terra em equilíbrio é uma obra ambientalista que alerta para os efeitos do aquecimento global e para a urgência de avançar com planos políticos estruturados como única forma de salvar a Terra. Numa frase que se tornou famosa, Gore resumia este seu trabalho: «Temos de tornar a salvação do Ambiente no objectivo central da nossa civilização".

in contracapa do livro

06 outubro 2009

Concurso "Astronomia Artística"

Data limite para entrega de trabalhos:
31 de Janeiro de 2010


Concurso “Astronomia Artística” desafia alunos portugueses a reaproximar arte da ciência


O Ano Internacional de Astronomia quer reaproximar a arte da ciência e transformar os astros em objectos de contemplação. Para isso desafi[ou] os alunos de todas as escolas portuguesas a recriarem planetas, luas, estrelas, galáxias através da arte, utilizando qualquer veículo como a multimédia, artes plásticas, literatura ou música.

“A separação entre ciência, como uma actividade exclusivamente racional, e a arte, como algo de mais emocional, criativo, onde o imaginário tem um papel primordial, desfaz-se nos dias de hoje”, explica em comunicado Fernanda Freitas, coordenadora nacional do concurso “Astronomia Artística”[…].

O entrelace entre arte e ciência esteve sempre patente na História. […]. Do lado da arte, a literatura, e a poesia foram buscar diversas vezes conceitos científicos.

O espanto da arte para invocar o fascínio na ciência pode vir de onde menos se espera. As fantásticas fotografias criadas pelo telescópio Hubble começam por ser apenas pixéis pretos e brancos que, posteriormente, os cientistas do Hubble Heritage Project transformam em retratos adicionando cores aos gases que detectam no espaço. Em 2003, a investigadora Elizabeth Kessler fez um estudo que concluía que esta manipulação era influenciada pelas cores e contrastes das pinturas do século XVIII que retratavam as paisagens do Oeste americano.

“As imagens do Hubble são parte da tradição da paisagem Romântica – elas enquadram no modelo popular e familiar de como o mundo natural se deve parecer”, disse a investigadora na altura. Segundo Kessler o objectivo derradeiro dos cientistas do Hubble é que alguma criança, fascinada pelas imagens, ponha a fotografia na parede do seu quarto. “Querem que a ciência invoque um sentimento de fronteira e descoberta.”

O novo concurso do Ano Internacional de Astronomia põe agora o material científico na mão dos alunos portugueses para que sejam eles a fazer esta aproximação. "A História revela-nos que as culturas florescem quando a ciência e a arte evoluem de modo unificado", relembra Fernanda Freitas.

In 28.09.2009 - 17h08 PÚBLICO


Regulamento do concurso

Ficha de inscrição

03 outubro 2009

Livro do mês - Viagem ao Centro da Terra

"Depois de descobrir e decifrar um misterioso manuscrito rúnico, onde um alquimista islandês afirma ter ido ao centro da Terra, o Professor Otto Lidenbrock, o seu sobrinho Axel e Hans, um caçador islandês, partem numa grandiosa viagem às profundezas da Terra. E é então que começa a verdadeira aventura.
Um novo mundo aguarda-os, um mundo onde o tempo parou... onde os dinossáurios ainda andam pelas florestas, gigantescos animais dominam os mares e homens pré-históricos habitam as cavernas.
Mas conseguirá o grupo regressar a casa e abandonar um mundo repleto de perigos?"

in contracapa




01 outubro 2009

Viagem ao centro da Terra

Viagem ao centro da Terra, um livro de Jules Verne que me fascinou (numa época em que ainda se dizia, com toda a candura, Júlio Verne) é o livro que vai inaugurar o nosso magnífico e empolgante c-o-n-c-u-r-so!!!
Apenas terão de responder a umas poucas, mas interessantes, perguntas, para se habilitarem a maravilhosos prémios. Não percam! Comecem, desde já, a ler o livro!

Jules Verne

Museus dedicados a Jules Verne:








Poema para Galileo


Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,

aquele teu retrato que toda a gente conhece,

em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce

sobre um modesto cabeção de pano.

Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.

(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.

Disse Galeria dos Ofícios.)

Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.

Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…

Eu sei… eu sei…

As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.

Ai que saudade, Galileo Galilei!



Olha. Sabes? Lá em Florença

está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.

Palavra de honra que está!

As voltas que o mundo dá!

Se calhar até há gente que pensa

que entraste no calendário.



Eu queria agradecer-te, Galileo,

a inteligência das coisas que me deste.

Eu,

e quantos milhões de homens como eu

a quem tu esclareceste,

ia jurar- que disparate, Galileo!

- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça

sem a menor hesitação-

que os corpos caem tanto mais depressa

quanto mais pesados são.



Pois não é evidente, Galileo?

Quem acredita que um penedo caia

com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?


Esta era a inteligência que Deus nos deu.



Estava agora a lembrar-me, Galileo,

daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo

e tinhas à tua frente

um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo

a olharem-te severamente.

Estavam todos a ralhar contigo,

que parecia impossível que um homem da tua idade

e da tua condição,

se tivesse tornado num perigo

para a Humanidade

e para a Civilização.

Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,

e percorrias, cheio de piedade,

os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.



Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,

desceram lá das suas alturas

e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -,

nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.

E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual

conforme suas eminências desejavam,

e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal

e que os astros bailavam e entoavam

à meia-noite louvores à harmonia universal.

E juraste que nunca mais repetirias

nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,

aquelas abomináveis heresias

que ensinavas e descrevias

para eterna perdição da tua alma.

Ai Galileo!

Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo

que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,

andavam a correr e a rolar pelos espaços

à razão de trinta quilómetros por segundo.

Tu é que sabias, Galileo Galilei.

Por isso eram teus olhos misericordiosos,

por isso era teu coração cheio de piedade,

piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos

a quem Deus dispensou de buscar a verdade.

Por isso estoicamente, mansamente,

resististe a todas as torturas,

a todas as angústias, a todos os contratempos,

enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,

foram caindo,

caindo,

caindo,

caindo,

caindo sempre,

e sempre,

ininterruptamente,

na razão directa do quadrado dos tempos.



António Gedeão

in GEDEÃO, António - Poesia completa. Lisboa: Ed. João Sá da Costa, 1997. p. 123