30 novembro 2009

"Os ecos distantes de uma Matemática - e Arte - quase perdidas"

O artigo de Jorge Buescu na revista Ingenium de Setembro/Outubro de 2009 espraia-se na demonstração de que o Japão, também no que diz respeito à Matemática, é um lugar estranho, pois, até à chegada dos portugueses em 1543, aquela desenvolveu-se autonomamente. Curiosamente, ela constituía uma "ocupação nobre das classes educadas, a par da arte, da literatura (que tem um dos seus expoentes máximos nos haiku de Basho, no século XVII), da música ou da arte do chá. Era normal um samurai, membro da nobreza militar feudal, repartir o seu tempo em períodos de paz por estas actividades. A classe culta no Japão era constituída por uma espécie de homens do renascimento."

http://www.princeton.edu/main/images/news/2006/06/sangaku-020-i1.jpg ; http://www.squaring.net/history_theory/gfx/gokoumiya1.jpeg ; http://komal.cs.elte.hu/cikkek/sangaku/sangaku2.jpg

Hoje pouco resta da Matemática tradicional japonesa, à excepção de "quadros expostos em templos e santuários, os Sangaku, que, de uma forma artística, colocam e dão a solução de delicados problemas matemáticos". Apesar da forte componente artística, a matemática tinha também as aplicações práticas usuais: em pequenas escolas rurais, tuteladas pelos samurais, os camponeses aprendiam aritmética e geometria, para que "soubessem calcular as áreas dos terrenos e os impostos a pagar".

E pronto: o respeito pelos textos alheios impede-me de reproduzir este na íntegra. Consultem-no no painel exterior da Biblioteca. Vale mesmo a pena!

N.B. O artigo remete para a consulta do sítio electrónico www.ludicum.org/

Sem comentários: