09 novembro 2009

Um antropólogo "hors-série"




Na morte de Claude Lévi-Strauss, transcrevo parte de um número "hors-série" do boletim Actualité en France, editado pelo Ministère des Affaires Étrangères et Européennes, que a adida cultural, Anne-Laure Stamminger, nos enviou:


«Claude Lévi-Strauss, um dos últimos gigantes do pensamento francês do século XX, acaba de falecer na véspera de seu centésimo primeiro aniversário. O fundador da antropologia estrutural, o “astrónomo das constelações humanas” cuja obra de alcance universal abalou o pensamento ocidental, tinha comemorado cem anos no dia 28 de Novembro (...)


“Detesto as viagens e os exploradores. E eis que me disponho aqui a narrar as minhas expedições. Mas, quanto tempo [levei] para me decidir a fazê-lo!”: assim começava o livro publicado em 1955, que lhe valeu uma fama imediata: “Tristes Trópicos”, a sua “autobiografia intelectual”. Um livro tão magnificamente escrito que o júri do prémio Goncourt publicou naquele ano um comunicado manifestando o seu pesar por não poder premiá-lo pelo facto de se tratar de um ensaio e não um romance...»


N.B. "Aportuguesei" o texto. Não costumo fazê-lo, mas registo a excepção.

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