26 dezembro 2009

BOAS FESTAS !!!

16 dezembro 2009

Invenções diabólicas, por Élio Pereira

O livro que eu escolhi para ler foi “Invenções Diabólicas” da Ciência Horrível. Escolhi este livro por causa do título, quando li “Invenções Diabólicas” achei logo que o livro iria ser interessante e muito engraçado.

Este livro fala-nos um pouco de algumas descobertas e engenhocas que os cientistas foram criando e aperfeiçoando ao longo do tempo. Os temas que eu mais gostei deste livro foram os submarinos afundados, carros marados e invenções exterminadoras.

Eu gostei muito deste livro e achei-o muito engraçado mesmo, nunca me tinha rido tanto com um livro como me ri com este, achei também um livro muito bom para os meus colegas lerem.

Élder Fernando Pereira 11ºG Nº 6

14 dezembro 2009

A quadratura do círculo


Num livro da Biblioteca, Poesia completa de Natália Correia (Dom Quixote, pp. 320-321), encontro este texto:

"O quarto é o homem elevado ao quadrado da desocultação. Por isso o quarto é quadrado. É a quadratura do círculo da nossa vida no algures exasperante de uma cor informulada. O quarto é o sítio onde nos tornamos visíveis, onde, por contradição, encontramos um corpo para que, estendidos a todo o seu comprimento, nos incendeie a loucura de não cabermos nele. O quarto somos nós mesmos a escorrer entre os nossos dedos numa água de horas ainda vivas."

12 dezembro 2009

Concurso 'Documentário Científico 2010

Sabias que:

- A resistência aos pesticidas, aos herbicidas e aos antibióticos que é desenvolvida por diferentes seres vivos constituem exemplos de micro-evolução por selecção natural?

- É possível observar alguns destes casos em laboratório?

É esse o desafio que o Ciência Viva propõe:

Com base na actividade experimental "Evolução da resistência da bactéria Escherichia coli aos antibióticos", propõem às escolas que realizem a actividade experimental proposta e elaborem um documentário científico, na forma escrita ou de vídeo.

A Ciência Viva conta com o apoio científico do Centro de Ciências do Mar, da Universidade do Algarve.

Este desafio destina-se aos alunos do ensino secundário.

o Actividade experimental - Evolução da resistência da bactéria Escherichia coli aos antibióticos

o Produto Final: documentário científico

o Regulamento do concurso

o Cartaz de divulgação

o Datas importantes

24 de Novembro - lançamento do desafio; abertura das inscrições

18 de Dezembro - data limite para inscrições

início de Janeiro - entrega do material biológico

8 Fevereiro - entrega on-line dos documentários científicos

12 Fevereiro (data de aniversário de Charles Darwin) - evento de apresentação dos documentários

o Ficha de inscrição - a preencher pelo professor coordenador

Nota: A participação no Desafio está condicionada ao stock biológico disponível.

o Fórum de discussão (apoio ao desafio

in http://www.darwin2009.pt/escola/desafios/bacteria/


Kazuo Ishiguro


in http://www.google.pt/search?client=firefox-a&rls=org.mozilla...

Kazuo Ishiguro é um autor de duas culturas: oriental e ocidental. Nasceu no Japão, em Nagasaki (8 de Novembro de 1954), cresceu em Inglaterra para onde foi viver com os seus pais aos seis anos de idade. Tal como Paolo Giordiano, autor de A solidão dos números primos (livro do mês de Outubro), sonhava em ser músico, área onde não obteve grande reconhecimento. Ambos frequentaram cursos de escrita criativa antes de editarem a sua primeira obra. Ishiguro começa a escrever a tempo inteiro em 1982 e, logo após a publicação do seu primeiro livro, começa a ser considerado pela crítica. Já recebeu vários prémios literários, entre o quais o prestigiado Booker Prize. A obra de Ishiguro encontra-se traduzida em mais de 28 países.

Rali solar


O concurso Rali Solar visa contribuir para o desenvolvimento da cultura científica e empreendedorismo dos jovens na área do aproveitamento da energia solar através da realização de actividades experimentais. A iniciativa surge na sequência do concurso solar Padre Himalaya, que promoveu o uso das energias renováveis em contexto escolar, com a participação de centenas de alunos e professores nas três edições do concurso.

O concurso propõe um conjunto de desafios para a apresentação de protótipos na área da energia solar que envolvam a conversão fotovoltaica, o aproveitamento térmico ou a produção de biocombustíveis.

Mais informações no sítio do Ciência viva - http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2460426042016132487

Ensino Básico (2º e 3ºciclos) e Ensino Secundário e Profissional
Inscrições até 30 de Dezembro

07 dezembro 2009

Tarefa de Dezembro

Para o livro do mês de Dezembro Nunca me deixes, de Kazuo Ishiguro, propomos-te a seguinte tarefa:

Imagina que a Miss Lucy, dois dias antes de deixar Hailsham, escreve uma carta a um amigo. Nessa carta, a tutora refere as suas vivências na escola dos dadores e reflecte sobre o sentido das vidas destes alunos (Ruth, Tomas, Kathy,...) e sobre a legitimidade ética da sua condição de dadores.

Nota: a carta deve ter entre 300 e 500 palavras e deve estar escrita na 1ª pessoa.

Pontuação: os trabalhos serão pontuados numa escala de 1 a 100, de acordo com os seguintes critérios:

- Adequação do trabalho ao modelo proposto e correcção linguística (30 pontos);

- Coerência entre o conteúdo da carta e a narrativa de Kazui Ishiguro (35 pontos);

- Qualidade e profundidade da reflexão sobre as questões éticas que se colocam à personagem redactora da carta (35 pontos)


Esclarecimento

A pedido de vários alunos, venho aqui esclarecer que se podem inscrever no concurso durante o ano, ou seja, se ainda não se inscreveram podem ainda fazê-lo. Amontoam é as tarefas, mas as férias do Natal vêm aí, para se poderem dedicar às duas culturas, isto é, ao lazer informado (e que dá prémios...).

Inteligência emocional

Sabendo bem que posso ficar mal vista (pecha dos tempos modernos, a de "psicologizar" tudo), não resisto a sublinhar uma das características que mais me agradou na protagonista de Nunca me deixes: é que ela tem (como a personagem feminina de outro livro maravilhoso de Ishiguro, Os despojos do dia) um elevado grau de inteligência emocional. A forma como ela lida com Ruth, por exemplo, é notável.

Mandalas II

Talvez me desculpem o equívoco do "post" anterior, se aqui deixar um poema da Adélia Prado (cuja concepção de mandala anda mais perto da minha)...

Mandala

Minha ficção maior é Jonathan,
mas como é poética, existe
e porque existe me mata
e me faz renascer a cada ciclo
de paixão e de sonho


Mandala, sim: círculo mágico (de amor)

Mandalas I

A professora Ana Margarida Dias perguntou-me se não ia escrever sobre mandalas. «Mandalas?!», perguntei, sem ver a ligação. Eu, que já fiz - pasme-se! - uma formação sobre a utilização de mandalas nas aulas de língua estrangeira...

Como sempre, foi o Houaiss que me elucidou: eu pensava na sua acepção, posterior, psicanalítica, de "círculo mágico que representa simbolicamente a luta pela unidade total do eu", e a Ana Margarida pensava, na sequência dos sangaku japoneses, na acepção de "diagrama composto por formas geométricas concêntricas, utilizado no hinduísmo, no budismo, nas práticas psicofísicas da ioga e no tantrismo como ponto de vista religioso, (...) considerado uma representaçãodo ser humano e do universo."
Matemática mística, em suma. Está tudo ligado.


in http://1.bp.blogspot.com/_yT0Jgsvm31Q/SQhJZb-50cI/AAAAAAAAAag/u4c8-3BpWMU/s400/mandala2_small.gif


Confissão

Eu, preconceituosa, me confesso: não li há mais tempo o livro do mês porque o título me pareceu muito "lamechas".

Quando o livro saiu, pensei que era um livro romântico, mais um. E não estava para isso. Quando, finalmente, me deixei de preconceitos, e o li, verifiquei que se tratava apenas do nome de uma canção de que se fala na obra, mais nada.

Mais uma lição de vida: não julgues os livros pelos títulos...

05 dezembro 2009

Nunca me deixes - livro do mês de dezembro (1)

Nunca me deixes, de Kazuo Ishiguro, é o livro do mês de Dezembro.
O que dizem as críticas sobre o livro?

Helena Vasconcelos, no sítio leitur@gulbenkian, cuja consulta recomendamos vivamente, faz, na rubrica Rol de Livros, a recensão crítica deste livro:

[...] “Nunca Me Deixes” está dividido em três partes que correspondem a três estágios da vida: a infância, a adolescência e a idade adulta. À superfície, a história pode ser lida como uma sucessão de acontecimentos que fazem parte de existências comuns, e Ishiguro tece laboriosamente a teia de acontecimentos banais – demasiado banais, aliás – para marcar, no leitor, essa aparente “normalidade”: as amizades de infância, as relações afectivas com professores mais carismáticos, a insegurança da juventude e, mais tarde, a dureza do mundo do trabalho e das responsabilidades. Mas desde o início que se sabe que algo subterrâneo e sinistro ensombra a vida das personagens.
[...]
“Nunca me Deixes”, para além de um “romance profundamente comovedor” – como se lê na contracapa – é, sim, uma espécie de aviso cruel e uma crítica violenta à falta de ética na pesquisa científica, à pressão de potentados económicos e, até, a sistemas de ensino elitistas e castradores. No final do livro, fica-se com uma imagem de uma sociedade decadente, inundada de “lixo” e condenada pela sua própria arrogância.
[...]
“Nunca me Deixes” é um livro importante que chama a atenção para os dilemas da existência, para o universo dos afectos, para os dramas do conhecimento, para disciplinas tão estreitamente ligadas como a ética e a ciência. É, ainda, uma obra que poderá funcionar magnificamente se transposta para o cinema. E certamente, se tal acontecer, o filme será classificado como de “terror”.

02 dezembro 2009

Ando a ouvir coisas… (ou não)

Conheci alguém que dizia que enquanto fosse ele a falar com Deus, menos-mal. Agora quando era Deus a falar com ele, aí é que andava tudo às avessas. De vozes não sei nada mas descobri que existe um som que nenhum adulto consegue ouvir. O ouvido humano é capaz de ouvir sons numa faixa de frequências entre 20Hz e 18kHz (18000Hz), mas só os jovens conseguem distinguir os sons com frequências entre 14kHz e 18kHz. A perda gradual de audição que ocorre à medida que as pessoas envelhecem - presbiacusia - é responsável por este facto. Em especial a frequência de 17,4 kHz só pode ser ouvida por pessoas com menos de 25 anos.
Podes experimentar com os teus pais ou outros adultos mais velhos:


Howard Stapleton criou, em 2005, um aparelho electrónico que emite um som nesta frequência. “The Mosquito”, foi assim como passou a ser conhecido, é utilizado em paragens de autocarro e superfícies comerciais para afastar os adolescentes e reduzir os actos de vandalismo provocados por estes. E se fosse em Portugal? Eras a favor ou contra? Ou talvez tenhas outra ideia para o uso do "Mosquito"!
Já agora fica também a saber que o aparelho ganhou o Ig Nobel da Paz em 2006.

01 dezembro 2009

Deixem passar o homem invisível

Em mimetismo com o meio ambiente - chove e venta todos os dias - comprámos, para a biblioteca, o mais recente livro de Rui Cardoso Martins Deixem passar o homem invisível que se inicia assim:
O céu devia estar cheio de rezas e choros, porque nessa tarde condensou a água de repente e choveu tudo duma vez. Fez-se escuro como a pele dum rato e, minutos depois, largou o peso na terra.




Rui Cardoso Martins (nasceu em 1967) tem um invejável currículo como escritor, jornalista e argumentista. Esteve na génese de muitos projectos culturais renomeados: jornalista desde o início do Público, fundador das Produções Fictícias, co-criador e autor da Contra-informação e de outros programas como a Conversa da Treta e Herman Enciclopédia. Também tem contos seus publicados em revista como a Ficções e Egoísta. Na área do cinema é autor do argumento e do guião do filme Zona J e co-autor da longa-metragem Duas Mulheres.

Artigo do Ipsilon

A Guerra dos Mundos, pelos Simpsons

Em vários episódios dos Simpsons são feitas alusões à "Guerra das Estrelas". Num deles, "Treehouse of Horror XVII”, programa especial do dia das bruxas transmitido a 5 de Novembro de 2006, contém um subepisódio intitulado “O dia em que a Terra pareceu Estúpida”, que decorre durante a grande depressão (1938) em Springfield. Baseado em Orson Wells, são, satiricamente, feitas várias críticas à guerra do Iraque.

Para mais informação consulte o artigo da Wikipedia “Treehouse of Horror XVII” (versão portuguesa).