28 fevereiro 2010

A Vida de Pi no Youtube

O livro "A vida de Pi" está a ser adaptado ao cinema. O realizador é Ang Lee - realizador, entre outros, de O Segredo de Brokeback Mountain, Hulk e do Tigre e o Dragão.

Existem no Youtube vários filmes realizados por alunos para as aulas de Inglês.







22 fevereiro 2010

Os bons, os maus e os vilões

Outrora, no tempo em que os animais falavam, no tempo em que ouvíamos histórias e acreditávamos nelas, os lenhadores eram os bons.

Outrora, os lenhadores, que ajudavam os capuchinhos vermelhos, não faziam esculturas expressionistas com árvores, como agora é moda em Braga e Vila Verde.
Olho pela janela da Biblioteca, passo rente ao Bloco B e arrepio-me. A minha infância abandona-me definitivamente. A tradição já não é o que era: os lenhadores são os maus.


Vitrúvio e a Madeira

Ontem começou a ventilar-se o óbvio na comunicação social: a catástrofe na Madeira era uma catástrofe anunciada. Hoje, na Antena 2, ouvi Violante Saramago (custa-me a crer que a senhora se chame realmente Violante Saramago, mas isso agora não tem importância nenhuma) dizer que a forma como se tem vindo a construir na Madeira, designadamente não respeitanto o curso das águas, emparedando rios, (dizimando florestas, digo eu), explica tudo.

O que é mais curioso é que no século I antes de Cristo, possivelmente entre 35 e 20 a. C., Vitrúvio dedicou o capítulo IV dos Dez Livros da Arquitectura à eleição dos locais sãos para edificar uma cidade. E o que é certo é que gregos e latinos (Vitrúvio era um arquitecto militar romano), salvo raríssimas excepções - de que Pompeia e Herculano talvez sejam o melhor exemplo - edificaram cidades em locais bem expostos, bem orientados, evitando, nomeadamente (e peço desculpa por a minha edição ser em castelhano, mas a obra apenas foi publicada em português em 2006), "(...) la cercanía de lagunas (...)". Se, ainda assim, for esta a opção, recomenda "(...) que abriendo canales (...) se dará salida á las águas." O que sucede nos casos de má localização é que "(...) se corrompen por encharcadas, y despiden en el distrito hálitos graves y pestilentes".

Às vezes, pensando em Braga, questiono-me se alguém terá pensado no que significa o vocábulo Lamaçães, antes de edificar intensivamente estes terrenos. E se agora os habitantes desta zona, que vêem ciclicamente as suas garagens inundadas, se lembrarão que as palavras dizem...

16 fevereiro 2010

Porque não congelam os pinguins?

Que horas são no Pólo Norte?
Qual é a fórmula química do ser humano?
Porque é que o ranho é verde?
Devemos fazer pickles de castanhas?
Porque é que os bumerangues voltam voltam para trás?


Recensão Crítica no jornal Expresso (Jul. 2008):
O quarto volume das mais excêntricas perguntas feitas pelos leitores da revista britânica "New Scientist" chegou (...) às livrarias portuguesas.

Lloyd Unverfirth, da Austrália, quer saber porque fica a pele enrugada depois de uma prolongada imersão em água. A preocupação de Eugene tem também a ver com o banho: "Como funcionam os champôs anticaspa?" Aos nove anos, o pequeno Jack Walton tem preocupações menos higiénicas: "É uma coincidência que os dedos humanos caibam com exactidão nas narinas? Se não, porque é que a minha mãe me diz que não meta o dedo no nariz?" (...) Já a australiana Judith Kelly gostava de perceber porque sobrevivem as formigas que, acidentalmente, vão ao microondas à boleia na sua caneca de café.

Se tem uma pergunta científica extravagante ou trivial, o mais provável é Mick O'Hare poder ajudá-lo. Desde 1994, o jornalista britânico assina semanalmente na revista de divulgação científica "New Scientist" a coluna "A Última Palavra", onde desvenda os insondáveis enigmas da vida quotidiana. Algumas dessas mais surpreendentes perguntas e respostas foram compiladas em Porque Não Congelam os Pinguins.

Nem só de pinguins fala o livro. No terceiro capítulo, dedicado aos animais e plantas, pode ficar a saber que, afinal, os peixes também dão traques, perceber porque não caem os pássaros dos poleiros enquanto dormem ou porque saltam os peixes para fora dos aquários pequenos, e descobrir a razão de a maioria dos cães terem um nariz negro. Nos restantes capítulos, entre preocupações triviais - há quem queira saber porque são os ovos de galinha ovais ou porque é o muco nasal verde -, poderá desconstruir alguns mitos que, provavelmente, julgava serem verdades absolutas. Sabia, por exemplo, que é falsa a alegação de que a muralha da China é a única estrutura construída pelo homem que se vê na Lua? Pelo menos a acreditar nas palavras dos astronautas Neil Armstrong, Jim Irving e Jim Lovell, que pisaram a superfície lunar e garantem tratar-se de um mito sem fundamento.

Quer saber porque é que o cabelo fica branco e o céu (num dia sem nuvens) é azul? As respostas estão nas páginas 13 e 178, respectivamente.

Se, quando chegar ao final do livro, tiver alguma pergunta para a qual não encontrou resposta, pode sempre colocar a sua própria dúvida à análise dos restantes leitores. Basta ir até www.newscientist.com/lastword. Se, pelo contrário, é daqueles que tem poucas dúvidas e muitas certezas, pode ajudar outras mentes inquietas a esclarecer alguns dos pequenos mistérios da vida.


13 fevereiro 2010

50 livros de Ciência: O que aprendemos com os autores do século XXI?

A capa da revista Ler de Fevereiro de 2010 remete-nos para o título deste post. O editorial de Francisco José Viegas aborda, a propósito da publicação do livro de C. P. Snow As Duas Culturas (publicado em duas partes entre 1959 e 1964), o diálogo quase (ine)existente em Portugal entre as ciências e as letras.
A este propósito afirma: "Mas há outro aspecto mais doloroso neste debate. É o da ignorância que qualquer faculdade de Letras, com poucas e localizadas excepções, exibe em matéria de conhecimento científico ou de conhecimento das questões mais actuais nas diversas áreas científicas. O que sabe um estudante de Letras do que se passa na Astronomia, na Biologia, na fìsica - ou, para ser inteiramente radicais, na Matemática? Quantos estudantes de Letras leram, ou sabem da existência de um livro tão importante e - até - comovente como Third Culture: Beyond the Scientific Revolution, editado por John Brockman? Quantos leram um livro de Stephen Jay Gould, de Roger Penrose ou de paul Davies (só para citar autores populares)? Já o mesmo não ocorre no campo das ciências, onde é possível encontrar um grande conhecimento das humanidades - da literatura, da metafísica [...] ou da História".
Recomendamos, como é óbvio, a leitura atenta deste número da revista Ler e, em particular, do texto de Jorge Buescu "As guerras sobre a Ciência".

10 fevereiro 2010

Tarefa de Fevereiro

Para o livro do mês de Fevereiro, Marcovaldo de Italo Calvino, escolhemos a seguinte tarefa:

Escreve um email ao autor, sugerindo a mudança de título de um dos contos da antologia. Deves propor um título anternativo e argumentar em defesa da tua proposta.

Pontuação: os trabalhos serão pontuados numa escala de 1 a 100, de acordo com os seguintes critèrios:
- Criatividade e capacidade de síntese (50 pontos)

- Qualidade da argumentação e coerência com a narrativa cujo título se propõe mudar(50 pontos)

09 fevereiro 2010

18º Concurso Jovens Cientistas e Investigadores



Até dia 16 de Abril estão a decorrer as candidaturas para mais uma edição do Concurso Jovens Cientistas e Investigadores, destinado a estudantes dos 15 aos 20 anos e frequentando, no máximo, o 1º ano do Ensino Superior.

O concurso é organizado pela Fundação da Juventude, contando com o apoio da Ciência Viva.

Inscreva-se!

A cozinha é um laboratório-2

Artigo no jornal Público em que "Cientistas ensinam que cozinhar também é fazer ciência".




Mais informação

A cozinha é um laboratório-1



Um blogue - http://acozinhaeumlaboratorio.blogspot.com/ - interessante, na peugada da tarefa proposta para o mês de Janeiro.

FameLab - Comunicar ciência

FameLab Portugal é um concurso de comunicação de ciência organizado pela Ciência Viva e pelo British Council.
Em comunicações de 3 minutos, os participantes apresentam um tema científico para um público não especializado. O vencedor da final nacional irá ao Cheltenham Science Festival, em Junho de 2010.
Mais informações no sítio da Ciência Viva

03 fevereiro 2010

Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)


O portal RCAAP tem como objectivo a recolha, agregação e indexação dos conteúdos científicos em acesso aberto (ou acesso livre) existentes nos repositórios institucionais das entidades nacionais de ensino superior, e outras organizações de I&D.

O portal RCAAP constitui-se como um ponto único de pesquisa, descoberta, localização e acesso a milhares de documentos de carácter científico e académico, nomeadamente artigos de revistas científicas, comunicações a conferências, teses e dissertações, distribuídos por inúmeros repositórios portugueses. A lista dos repositórios agregados no portal pode ser consultada no Directório.

O portal RCAAP é um dos componentes principais do projecto Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal. O projecto RCAAP é uma iniciativa da UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP concretizada pela FCCN - Fundação para a Computação Científica Nacional, disponibilizando mais um serviço avançado sobre a rede nacional de investigação e ensino, a Rede Ciência, tecnologia e Sociedade, RCTS, gerida pela FCCN. O projecto é financiado pelo POS_C - Programa Operacional Sociedade do Conhecimento e pela UMIC.

Toda a informação sobre o projecto RCAAP, bem como diversa documentação útil para diferentes tipos de público (docentes e investigadores, gestores de repositórios, público em geral) está disponível no site do projecto em: http://projecto.rcaap.pt.


Nos termos do protocolo de cooperação celebrado entre a FCCN e a Universidade do Minho (U.M.) no âmbito do projecto RCAAP, a U.M. foi responsável pelo desenvolvimento, instalação e operacionalização do portal RCAAP. A presente versão do portal foi desenvolvida com base no agregador e motor de pesquisa ARC, criado pelo Old Dominion University Digital Library Group.

informação retirada do site do RCAAP

02 fevereiro 2010

Marcovaldo - Livro do mês

Sinopse:

Marcovaldo, personagem bufo e melancólico, procura, no meio da cidade de cimento e asfalto, a natureza. Mas será que a natureza ainda existe? O que ele encontra é uma natureza hostil, falsificada e adaptada a uma vida artificial.
Partindo de divagações cómico-poéticas sobre o tema da mais elementar luta pela vida, os vinte capítulos desta originalíssima obra de Calvino acabam por analisar satiricamente o «milagre económico» e a «sociedade de consumo».

in http://www.mediabooks.pt/artigos/detalhe.jsp?v_id=135495

Física Divertida, por Maria Luísa Carvalho de Sá Machado


O livro Física Divertida trata-se de um livro educativo que tenta transmitir aos leitores uma boa impressão da Física, isto é, tenta cativar os leitores explicando a Física de uma forma mais divertida.
Eu optei pela leitura deste livro pois o professor José Carlos sugeriu e disse que era um excelente livro.
Na verdade, e na minha opinião, não fiquei assim muito satisfeita, não por o livro não ser bom mas talvez por não ser o tipo de livros que mais me cativam.
Contudo, achei "engraçado" o facto de o autor se apoiar em acontecimentos e factos verídicos, isto é, nas experiências de vários físicos. Uma dessas experiências é a de Newton e também a de "Eureka".
Em suma, penso que a leitura deste livro contribuiu, de um certo modo, para um maior enriquecimento da minha parte e espero que continue a ser assim ou ainda melhor.

Maria Luísa Carvalho de Sá Machado, nº 15 11ºG

A fórmula de Deus, por

Contratado para decifrar um manuscrito de Einstein só agora descoberto, Tomás Noronha, professor universitário, envolve-se num jogo duplo entre o Ministério da Ciência iraniano e a CIA, procurando desvendar a prova científica da existência de Deus, descoberta por Einstein, embora o Irão e os EUA julguem que o documento do cientista expõe a fórmula para fabricar facilmente uma bomba nuclear.
Com a ajuda de Ariana Pakravan, por quem se apaixona, ele tenta sair ileso de mais uma aventura. Enquanto que o pai tem os dias contados devido a um cancro do pulmão, Tomás tem de escapar às perseguições dos iranianos, após os ter traído para ajudar a CIA. É Ariana quem o ajuda, acabando por se deixar levar pelos seus sentimentos relativamente a Noronha.
Após uma viagem que vai desde o Irão ao Tibete, e ainda em Portugal, eles conseguem provar, precisamente no dia do funeral do pai de Tomás, que o documento de Einstein não contém a fórmula para o fabrico para uma bomba nuclear, mas sim uma tese científica relativa à existência de Deus.
Gostei muito de ler este livro pois trata principalmente das provas para a existência de Deus, expõe argumentos contra o modo como a Bíblia caracteriza Deus, embora mostre cálculos que mostram a existência de certas verdades científicas no Génesis. Relata também a diferença entre culturas (Irão, Tibete, Portugal), o plano nuclear iraniano, o modo como a CIA opera, as semelhanças entre a ciência ocidental e o pensamento oriental e o cancro pulmonar.

01 fevereiro 2010

Experiências malcheirosas, por Ana Luísa F. Pereira


Muitos testes...
Muitos trabalhos...
Caça ao tesouro no espaço a meio, ou seja, não terminada a leitura, Luísa optou por uma leitura mais "pequena" e fácil para este período.

Sem dúvida alguma já tinha experimentado a leitura dos livros da Ciência Horrível, a qual não me proporcionou uma leitura feliz. Porque não tentar de novo???
Desisitir não é uma palavra muito usada por mim, quem quer algo consegue, se não for à primeira é à segunda ou terceira, mas desistir NUNCA.
Sinceramente considero-me uma pessoa teimosa, persistente e orgulhosa. Comecei a ler Caça ao tesouro no espaço mas por causa dos trabalhos, testes, etc. tive que recomeçar várias vezes a leitura. Como é um livro do qual gosto imenso não quero que a sua leitura seja pressionada, deixando-o para férias. Ao mesmo tempo não queria ficar mal perante o parâmetro de avaliação em que entra a leitura de um livro, daí decidi ler um livro da Ciência Horrível, mais concretamente Experiências malcheirosas.
A leitura deste livro não foi assim tão desagradável quanto eu estava à espera. Não é uma daquelas histórias que nos transmitem sentimentos de tristeza, de alegria... mas como o próprio título o diz "experiências malcheirosas".
Da minha opinião acerca deste livro mais nada tenho a acrescentar. Se me perguntar "Esperavas mais deste livro?" eu responderia: "Pelo contrário. Esperaria muito menos!".

Reconheço que este comentário está um pouco infeliz. mas quando as coisas não me tocam, não me chamam à atenção, sei que me torno um pouco "insonsa" (como diria um lisboeta). Contudo, prometo agradar muito mais para o próximo comentário.

(num futuro próximo)
Férias...
Algum tempo...
Caça ao tesouro no espaço é lido pela Luísa.

Ana Luísa Ferraz Pereira, nº7 11ºD

Idéafix, detective ecológico


As consequências de podas indiscriminadas vêm anular alguns dos objectivos que, supõe-se, elas visam, como a queda de ramos ou da própria árvore.
Senão, vejamos: "As árvores que são submetidas ao corte de ramos de grande dimensão (...) demoram demasiado tempo a cicatrizar as feridas de poda, ficando, assim, mais sujeitas à infecção por fungos causadores de podridões do lenho e à ocorrência de pragas de insectos. (...) Em geral, a acção dos fungos (...) traduz-se no desenvolvimento, dentro dos ramos e do tronco, de volumes com menor resistência a esforços, ou mesmo ocos, reduzindo a estabilidade física daqueles órgãos e a sua resistência a forças dinâmicas, como as que resultam da acção do vento sobre a copa. Com frequência, estes efeitos negativos das podas excessivas só se vêm a tornar evidentes anos depois, quando já não é dedução imediata a relação entre a causa e o efeito, pelo que nada se aprende com o sucedido, mesmo depois de árvores inteiras se quebrarem em dias de temporal, tornando evidente que tinham o tronco enfraquecido por uma podridão, ou oco, e não tinham condições para resistir às intempéries."
Constato com pesar que as árvores da ESVV são podadas com o mesmo critério aplicado às restantes, pelo que a pergunta se impõe: a árvore que foi literalmente "rachada" ao meio pelo vento no mês de Janeiro não terá sofrido de poda excessiva?

As "podas camarárias" e nós


Não sou eu que o digo, é, uma vez mais, no artigo do engenheiro Antonio Fabião que encontro esta designação simultaneamente feliz e sobranceira, da "gíria florestal e dos técnicos de arboricultura") para as podas indiscriminadas: «podas camarárias»".

O artigo refere que é "(...) de toda a justiça referir que nem todas as Câmaras Municipais procedem actualmente a esta bárbara operação, totalmente desconselhável do ponto de vista técnico, enquanto outras que o fizeram no passado corrigiram esta atitude em tempos mais recentes, dotando-se de técnicos qualificados na gestão do património arbóreo."

Ora, se as Câmaras Municipais são "casas" (domus) de todos nós, financiadas pelos nossos impostos, temos uma palavra a dizer quanto à forma como esse património comum é gerido.

Boas práticas, más práticas

E, se um destes dias forem a Guimarães, observem como, nesta cidade, as árvores são deixadas em paz - sem por isso descurar os cuidados básicos a que António Fabião alude no artigo intitulado «Os mitos urbanos da floresta (II): as árvores precisam de ser podadas!»:

"(...) a eliminação de ramos mortos, doentes, partidos ou enfraquecidos (poda de manutenção) é sempre imperativa, por razões de segurança: um ramo que tombe inesperadamente pode representar um risco potencial para pessoas e para os seus bens materiais, sobretudo se já tiver dimensão e peso relevantes.

Fora destas situações, não faz muito sentido insistir em podar uma árvore ornamental. Se a poda se efectua por se tratar de árvores demasiado grandes para o local onde se encontram (situação frequente, por exemplo, nas árvores de alinhamento das ruas e avenidas), é seguramente porque ocorreu uma falha de planeamento: ou as árvores foram mal escolhidas para tal localização, ou o local desenvolveu-se de forma que já não pode harmonizar-se com as árvores que lá foram colocadas. Em vez de mutilar barbaramente as árvores, prejudicando-as em termos estéticos e de sanidade futura, melhor seria substituí-las por outras com dimensões mais adequadas ao espaço disponível."

Ideia a reter: a poda de manutenção não tem nada a ver com a poda de mutilação...

Podas como deve ser

Como deve ser, de acordo com o engenheiro António Fabião, uma poda consequente?

Se exceptuarmos a arte da topiaria, "arte de adornar os jardins conferindo a grupos de plantas, por meio de podas e cortes, configurações diversas" (cf. Dicionário Houaiss), que se justifica nos jardins à francesa,

"(...) melhor será respeitar as formas naturais das árvores, intervindo de início apenas para eliminar bifurcações do eixo principal e pernadas que estejam a ficar muito grandes ou muito próximas da vertical (...) (as pernadas grandes e levantadas podem ser esteticamente inconvenientes e vir a ocasionar problemas de estabilidade e segurança). Mais tarde, a poda serve para «desafogar» a copa, isto é, eliminar parcialmente ramos que estejam a crescer demasiado próximos e densos, ou a tomar direcções inconvenientes (ramos que crescem de cima para baixo, ou da periferia para o interior da copa, ficando totalmente à sombra). Pode também ser utilizada para orientar as expansão da copa de forma a não entrar em conflito com as de outras árvores ou com estruturas urbanas existentes nas proximidades, procedendo-se, então, de forma a respeitar critérios técnicos adequados às espécies e à situação concreta, e não de forma massiva e indiscriminada."
Quem sabe, sabe. Quem não sabe, aprende.


http://www.bonsaimt.com.br/wp-content/uploads/2009/05/poda_planta.jpg

Mitos urbanos da floresta (II)


Já agora, seria interessante relembrar por que motivos - para além dos ornamentais - são as árvores importantes em contexto urbano. António Fabião aponta os seguintes: "amenização do microclima, defesa da privacidade, mitigação da poluição atmosférica, sumidouro de carbono, refúgio da vida silvestre, entre muitos outros (...)".

http://4.bp.blogspot.com/_416V2pKhxgE/R1qPIEBr2nI/
AAAAAAAAAFw/BeFuT3bukUA/s400/
fig_cri_amb_poda_%C3%A1rvores_pai%C3%A3o_+%2812%29.JPG

Ora, eu pergunto: de que forma os "cotos" (a imagem é deselegante, mas fiel) que restam após as podas selvagens podem desempenhar estas importantes funções?! É que nem uma...

Mitos urbanos da floresta (I)

A problemática da poda das árvores transmigrou do "Portazul" para aqui. E porquê? Porque encontrei na revista Ingenium de Novembro/Dezembro de 2009 um artigo de António Fabião, do Departamento de Engenharia Florestal do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, onde se desmontam os mitos urbanos da floresta.
Ora, se um "inginheiro" o diz - e ainda por cima na revista da respectiva Ordem - é porque é verdade. Já não sou só eu o Idéafix isolado, insurgindo-se contra os cortes perpretados pelos operadores de moto-serras das Câmaras Municipais de Braga e Vila Verde.
A minha vontade era transcrever o artigo todo. Não podendo, por falta de espaço, apenas lhes afianço que, sustentado numa argumentação rigorosa e em bibliografia de referência, o referido autor desmantela a ideia feita de que "as árvores precisam de ser podadas para se desenvolverem bem", "patetice" que tem justificado "autênticas mutilações praticadas sobre árvores de alinhamento e até mesmo de parques e jardins".



http://ondas2.blogs.sapo.pt/arquivo/EspinhoLargoGrandePoda.JPG