24 abril 2010

Asas, Maçãs e Telescópios, por João Sousa


Este é o tipo de livro que eu gosto porque fala da vida de certos cientistas e como estes atingiram os seus maiores feitos.
É de destacar as partes em que a autora conta de uma forma bastante engraçada os problemas que Copérnico enfrenta para desvendar os raciocínios, até aí estranhos, de Kepler; as adversidades enfrentadas por Galileu devido às suas teorias que caíam como "tochas" no estômago da Igreja católica; e também o mau feitio e a malvadez de Newton (que também já tanto falámos nas aulas de Física-Química).
Para além disso este livro também possui, por exemplo, algumas fórmulas matemáticas e físicas o que ajudam a um melhor entendimento da disciplina.
Gostei de ler este livro porque além de factos históricos e científicos também ajuda para as futuras aulas de Física-Química.

João Sousa, nº 17, 11ºD

21 abril 2010

Tarefa de Abril

Para o livro do mês de Abril Nada de Melancolia, de Pedro Mexia, propomos-te a seguinte tarefa referente apenas à crónica "Richter" (pp. 119-121):

Segundo Pedro Mexia, Charles Francis Richter ter-se-á interessado pela sismologia porque - entre outras razões- terá assistido a três grandes terramotos quando tinha seis anos: "E se um terramoto é incompreensível para os adultos, para uma criança é um estranho medo e um estranho fascínio."

Imagina que és uma criança de oito anos e estás a passar férias no Ohio quando ocorre um terramoto de grau 6 na escala de Richter. Escreve um postal à tua mãe contando-lhe a experiência por que passaste.

Pontuação: os trabalhos serão pontuados numa escala de 1 a 100, de acordo com os seguintes critérios:
- Adequação do discurso ao ponto de vista de uma criança de 8 anos (40 pontos);
- Adequação ao modelo proposto (postal) e correcção linguística (40 pontos);

- Criatividade (20 pontos).

19 abril 2010

Pedro Mexia, torcionário escolar?

Há tempos li uma crónica engraçadíssima em que o Pedro Mexia - se bem me lembro, porque lamentavelmente não a guardei - pedia desculpas aos alunos de uma escola pelo facto de a respectiva professora de Português ter feito um teste baseando-se numa crónica sua.
Ainda me identifiquei mais com o texto (a verdade é que me encolhi toda e pensei que era uma grande sorte não ter publicado o enunciado na Net) porque no ano passado tinha pedido aos meus alunos do 10º D, F e I que recriassem a estrutura do texto "As bodas" - com resultados, aliás, notáveis.

Mal eu sabia que nós próprias, por sugestão da Ana Paula Matos, recorreríamos este ano a um texto de Mexia para a tarefa do mês de Abril. Pedimos desculpa pelo atrevimento e vimos frisar que (desta vez...) não há avaliação, que se trata de actividades voluntárias, de carácter lúdico, etc., etc...

18 abril 2010

Nada de melancolia


Nada de melancolia é o livro de crónicas que Pedro Mexia escreveu na revista NS , suplemento do Diário de Notícias e do Jornal de Notícias, entre Janeiro de 2006 e Abril de 2007. Editado em 2008 pela Tinta-da-China tem o prefácio de Miguel Esteves Cardoso que termina assim: "Estas crónicas mostram que o tempo passa mas também mostram que é no passar que o tempo tem graça. Não sei que pacto com o diabo fez Pedro Mexia para acompanhar o tempo nessas suas idas e revindas. Mas também o tempo teve sorte por ter arranjado um tão fino e fiel amanuense".

Os textos são muitos, de curta dimensão, e de tom variado. Não resisto a transcrever excertos da crónica intitulada "O Pato Donald" (p. 23-25).
Gostava muito de ter uma voz de homem. Tendo em conta que sou homem, acho que é um desejo legítimo. Infelizmente, há muitos anos que tenho uma vozinha que lembra menos um macho da espécie do que o Pato Donald num dia mau. E isso, como dizia o outro, é uma coisa que me chateia.
No início da adolescência, eu tinha uma voz igual a todos os rapazes. Uma voz de puto, nada incomum, mas que estranhamente me serviu de trunfo canoro. Em catequeses e coisas assim punham‑me como pequeno cantor de Viena. E eu geralmente fazia boa figura. Depois, alguém me alertou para a fatal mudança de voz, um sintoma da idade adulta cujos contornos exactos eu desconhecia. Resultado: fiquei sem voz musical e ganhei uma fraudulenta voz de adulto. Primeiro cana rachada. Depois uma espécie de tosse aos sacões. E depois isto: voz de Pato Donald. [...]
Felizmente uma pessoa quase consegue esquecer a sua voz, excepto nos momentos em que tem de discursar em público. Ou quando mete conversa com o sexo (no meu caso) oposto. Nesses momentos, por mais impecável que seja o texto ou mais sublime a motivação, um Pato Donald não escapa à sua condição de Pato Donald. Tudo o que diz (tudo o que digo) soa assim ameninado e idiota, como se estivesse a fazer uma caricatura de alguém. [...]
Até fico com vontade de apanhar uma valente gripe (como agora) para conseguir a voz de homem que há tantos anos me foi prometida.

14 abril 2010

Concurso "Dos 0 aos 100 - Histórias de Cientistas"

A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR) e o jornal Ciência Hoje (CH), decidiram lançar um concurso designado por “Dos 0 aos 100 – Histórias de Cientistas”, numa iniciativa conjunta que tem em vista a divulgação da história e património cientíico da República, recordando acontecimentos, realizações alcançadas em diversos campos cientíicos e, mais concretamente, evocando os seus protagonistas.Esta iniciativa enquadra-se no eixo programático República e Ciência, que pretende dar a conhecer e valorizar a história da ciência e da tecnologia e assim fomentar uma cultura cientíica de base histórica, entendida como instrumento de progresso político, económico e social.O desaio, lançado a todas as famílias, privilegiando a criatividade dos trabalhos, consiste na elaboração de biograias de cientistas portugueses da República, valorando, nos termos do Regulamento, aqueles cuja actividade foi particularmente relevante durante a I República, incluindo todas as áreas da ciência, sem esquecer as ciências sociais e humanas.No portal das Comemorações, em www.centenariorepublica.pt e também no portal do Ciência Hoje, em http://www.cienciahoje.pt/ poderá consultar o regulamento do concurso, cujo prazo termina dia 30 de Abril e algumas sugestões na lista de cientistas, que é apenas indicativa e se refere apenas ao período da I República.As inscrições fazem-se através do portal: http://www.cienciahoje.pt/.
in http://media.centenariorepublica.pt/gazeta/Gazeta-das-escolas-04.pdf